Fotografia: João Pedro Quesado/DM

Braga tem quase 100 meios de comunicação social digitais

Os números surgem de um estudo do Iberifier, um projeto ibérico que visa combater a desinformação.

Agência Lusa e João Pedro Quesado
21 Out 2022

A área de Braga tem 97 meios de comunicação social digital, de acordo com a base de dados do observatório Iberifier revelada esta quinta-feira num seminário do consórcio, realizado em Granada.

O estudo inclui neste número os meios de comunicação social digitais não-nativos, que surgem a partir de um jornal ou outro meio de comunicação social, e os meios nativos, criados de raiz para o digital. Na Península Ibérica existem, respetivamente, 805 e 419 meios de cada categoria ao todo.

Os dados do observatório também indicam que a área metropolitana de Lisboa é a região ibérica onde existe maior concentração de media digitais, 482 num total de 1.229 meios em Portugal e de 5.177 em Espanha.

Os números são surpreendentes, na medida em que são proporcionalmente mais do que as áreas metropolitanas de Madrid e Barcelona, com muito mais habitantes, e que se encontram respetivamente em segundo e terceiro lugar.

A área de Lisboa tem cerca de 2,8 milhões de habitantes, ao passo que a comunidade de Madrid alberga 6,6 milhões.

De acordo com a base de dados, o jornal mais antigo em Portugal é o “Açoriano Oriental” criado em 1835, e que tem hoje associada uma página digital. Em Espanha, o mais antigo é “Faro de Vigo”.

Outras curiosidades revelam que entre o total, há 617 meios digitais de informação global (nacional, regional e local), 79 dedicados à cultura, 61 ao desporto e 53 à economia, aos desportos motorizados há 31 meios especializados e apenas 349 pedem subscrição.

A base de dados, que dentro de dias estará disponível ao público no site do observatório (www.iberifier.eu), foi revelada esta quinta-feira num seminário do consórcio, realizado em Granada.

O Iberifier é um projeto ibérico que visa combater a desinformação e que reúne um total de 23 universidades e centros de investigação na península, “fact-checkers” (organizações de verificação de notícias), para além da agência Efe. É financiado pela Comissão Europeia e é um dos oito consórcios internacionais nesta área existentes na União.





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