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Secretaria de Estado do Desporto aguarda esclarecimentos em novas queixas no judo

Em agosto, o IPDJ recebeu uma outra queixa, da Associação de Judo de Castelo Branco, acusando o presidente da FPJ, Jorge Fernandes, de exercer funções indevidas, nomeadamente no Judo Clube de Coimbra, o que o dirigente negou, mas a situação motivou a abertura de um inquérito.

Redação / Lusa
20 Out 2022

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto revelou hoje que o Comité Olímpico de Portugal (COP) questionou a Federação de Judo (FPJ) em relação a novas queixas de um grupo de atletas e que aguarda respostas.

João Paulo Correia falou na conferência de imprensa realizada no final do Conselho de Ministros de hoje, esclarecendo alguns pontos em relação ao novo episódio no diferendo entre a FPJ e alguns judocas.

“Há dias, novamente um grupo de atletas veio denunciar novas situações, não propriamente aquelas relacionadas com os pontos do acordo de agosto, e, perante isso, posso dizer que o COP questionou a Federação Portuguesa de Judo sobre as duas principais acusações que são feitas pelo grupo de atletas”, disse o governante.

O governante lembrou que as divergências de meados de agosto tiveram um entendimento após mediação do governo entre os judocas e a FPJ, mas que agora em causa estará um problema com as verbas de dois dos seis judocas queixosos.

“A primeira sobre um alegado escamoteamento da informação sobre a despesa que a federação destina àquela atleta no projeto olímpico e uma segunda acusação de que houve uma decisão unilateral por parte da federação de cortar o financiamento a dois atletas do projeto olímpico até final do ano”, referiu João Paulo Correia.

O secretário de Estado adiantou que o assunto foi entregue ao COP, com o objetivo de recolher informação, e que essas respostas deverão chegar ao Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), para que, em função das mesmas, se possa tomar uma decisão.

“Essas respostas, certamente, chegarão ao IPDJ e aí, obviamente, em função das respostas, o IPDJ terá de tomar uma decisão”, adiantou.

Ainda na conferência, João Paulo Correia lembrou que, em paralelo a outras acusações, sem especificar quais, as mesmas mereceram a abertura de um inquérito, que ainda decorre.

“(…) Algumas dessas acusações, se forem provadas, se forem evidenciadas, podem vir a violar normas, como a norma que determina, como consequência, a perda de mandato”, disse.

Em agosto, o IPDJ recebeu uma outra queixa, da Associação de Judo de Castelo Branco, acusando o presidente da FPJ, Jorge Fernandes, de exercer funções indevidas, nomeadamente no Judo Clube de Coimbra, o que o dirigente negou, mas a situação motivou a abertura de um inquérito.





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