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Vila Verde homenageou João Lobo como «um dos maiores vultos no país»

A homenagem ao advogado, escritor, professor e parlamentar vilaverdense juntou figuras da justiça, da política, da cultura e do setor social.

Redação
16 Out 2022

O Município de Vila Verde e a Associação Jurídica de Braga juntaram-se na noite de sexta-feira numa homenagem póstuma a João Lobo. Numa cerimónia carregada de emoções intensas, o ex-presidente da Assembleia Municipal de Vila Verde e da Assembleia-Geral da Santa Casa da Misericórdia de Braga foi recordado como «distinto advogado, escritor, professor e parlamentar» e reconhecido publicamente como «um dos maiores vultos no país em diferentes áreas, da justiça, à política, literatura e docência». 

«É um dos nossos maiores. Temos de o manter vivo, sempre presente, entre nós. É nosso dever e obrigação. Continuará, para sempre, a ser uma referência para todos», desafiou a presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, adiantando que o Município vai continuar a promover iniciativas para perpetuar o legado de João Lobo. 

Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, juízes, causídicos, autarcas, dirigentes associativos e representantes de diferentes instituições encheram o Salão Nobre do Município, onde os familiares de João Lobo – incluindo a esposa e os filhos – fizeram questão de partilhar e agradecer o tributo. 

«Um homem bom, generoso, solidário e amigo, com um papel notável em diferentes domínios, que nunca pediu nada para si», assinalou Júlia Rodrigues Fernandes, na cerimónia realizada esta sexta-feira e que assinalou a data de aniversário natalício de João Lobo, que foi presidente da Assembleia Municipal de Vila Verde durante 17 anos. 

O presidente da Associação Jurídica de Braga, José Estelita Mendonça, fez questão de lembrar o falecimento de João Lobo, a 17 de dezembro de 2021, após o seu último ato público, numa palestra de evocação do Professor Machado Vilela, patrono da Biblioteca Municipal de Vila Verde. 

Minho perdeu um dos seus maiores

«Vila Verde é uma terra de nascimento de grandes vultos no país em diferentes áreas, da justiça, à política, literatura e docência», atestou o juiz Estelita Mendonça, elencando as «qualidades humanas e profissionais» do «distinto advogado, escritor, professor e parlamentar». 

A «perda irreparável» de «um dos principais expoentes do Minho» foi assumida também pelo Bastonário da Ordem dos Advogados, Luís Menezes Leitão, que confessou o «fascínio» pela obra literária de João Lobo, destacando«“a elevação» do causídico e a vivência dos «casos judiciais como casos da vida das pessoas». 

Numa cerimónia com diferentes momentos de arte e cultura inspiradas em João Lobo, o editor Fernando Pereira expôs os aspetos da vida e da obra literária do homenageado, apontando João Lobo como «um homem que viveu integralmente voltado para os outros, partilhando a sua solidariedade, experiências e palavras de estímulo, sempre com um sorriso». 

«Trouxe-nos uma mensagem, correu intensamente e morreu, mas venceu a morte», assegurou o editor da obra de João Lobo, referindo-se ao legado que permanecerá e ao qual será «exclusivamente dedicado» o Boletim Municipal de Vila Verde que está a ser preparado para o mês de dezembro deste ano, conforme avançou a autarca vilaverdense Júlia Rodrigues Fernandes.





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