Fotografia: DM

Relatórios de execução orçamental levam oposição a comentar atividade das empresas municipais

Os deputados do PS lamentaram que os relatórios esquecessem projetos importantes para Braga.

José Carlos Ferreira
16 Out 2022

O primeiro ponto da ordem de trabalhos da sessão extraordinária da Assembleia Municipal na noite da sexta-feita passada era apenas para dar conhecimento dos relatórios de execução orçamental das empresas municipais relativos ao 2.º semestre deste ano, mas o PS foi mais longe e fez uma apreciação às iniciativas que disse estarem por executar, fazendo os deputados da maioria lembrar que não estavam em causa os planos de atvididades.

O socialista João Nogueira até começou por falar em execução orçamental, sublinhando a parte das percentagens dos investimentos. Depois, fez notar a ausência da referência a projetos importantes para o concelho nestes relatórios. No caso do Theatro Circo, disse haver uma nota «residual» sobre a candidatura de Braga à Capital Europeia da Cultura. Por parte dos TUB, sublinhou , a «situação começa a ficar algo complicada». João Nogueira disse que o relatório dos TUB não refere o BRT. «Quando se pensava que estava a avançar, não está a avançar. Isso nem sequer está refletido neste relatório, sinal de que há aqui algum abandono», disse.

Perante isto, Rui Marques do PSD lembrou o PS que análise estavam os relatórios de execução orçamental do 2.º semestre. «Não é o orçamento e o plano de atividades, não é o plano de investimentos, não é o relatório de contas», disse. Para Rui Marques, as empresas municipais apresentaram relatórios com «clareza, detalhe e rigor», com uma execução orçamental «em linha com o previsto». A taxa de execução dos investimentos ainda é baixa, reconheceu, mas será melhor no 2.º semestre, garantiu. Também do PSD, Joaquim Barbosa usou da palavra para elogiar o relatório de execução orçamento do 2. trimestre deste ano da AGERE. «Através da análise do presente relatório trimestral de execução orçamental da AGERE, do qual saliento o rigor na informação e a clareza e transparência dos dados apresentados, percebe-se nitidamente a robustez financeira e económica desta empresa». disse.

Carlos Neves, do CDS, dirigiu-se diretamente a João Nogueira para lhe dizer que o que estava em causa não eram relatórios de atividades, e para lhe lembrar que o BRT não é um projeto dos TUB, mas da Cãmara de Braga.

Por fim, Borges e Macedo, do PPM passou em revista os relatórios de cada uma das empresas municipais, antecipando bons resultados no futuro, com exceção para a BragaHabit.





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