Fotografia: António Valdemar

Ninense agudizou mais a crise do Porto d’Ave

Bastou um golo de João Santos para a equipa de Nine derrotar a formação de Taíde.

António Valdemar
16 Out 2022

Ainda não foi desta que a equipa do Porto d’Ave encetou a tão desejada recuperação na tabela classificativa. Ontem somou a quinta derrota em seis jogos ao perder em casa com o Ninense, pela margem mínima, já sem João Fernando no banco. 

A formação de Taíde, que foi comandada pelo capitão Ricardo Cruz, teve 20 minutos de futebol ofensivo com Rodrigo, aos 17 minutos, a desperdiçar uma soberana oportunidade para inaugurar o marcador. 

No entanto, na primeira vez que o Ninense chegou com perigo à baliza de Luís Rodrigues meteu a bola lá dentro: aos 19 minutos, Luís, trabalhou bem a bola na direita e cruzou para o remate certeiro de João Santos.

A partir daí, o jogo deu uma grande reviravolta.  Os jogadores do Porto d ‘ Ave acusaram muito o golo e o Ninense cresceu de tal forma que o 0-1 ao intervalo até peca por escasso, dadas as oportunidades falhadas pela equipa orientada por Mário Jorge. 

Aos 25 minutos, Luís, não aproveitou um cruzamento de Rui Torres; Vitó (25´e 38’), em boa posição, não foi capaz de meter a bola lá dentro e, aos 42 minutos, João Santos, obrigou Luís a uma defesa apertada para canto. 

Na segunda parte, os jogadores do Porto d’ Ave entraram com vontade de dar outro rumo ao jogo. A equipa axadrezada teve sempre mais bola e domínio territorial, mas a verdade é que tirando um ou dois remates, protagonizados Rodrigo e Miguelito e um lance, já nos acréscimos, de João Pedro, não capaz de criar situações que levassem a equipa do Ninense ao desespero.

Mário Jorge mandou os jogadores descer as linhas e montou uma teia defensiva logo à saída do seu meio campo, não permitindo que o adversário tivesse muito espaço para decidir e pensar o seu jogo ofensivo. 

O Porto d’Ave sentiu sempre muitas dificuldades em ultrapassar a última barreira do Ninense que teve quase sempre o jogo controlado e ainda espreitou alguns contragolpes.

«Tivemos o controlo do jogo»

Mário Jorge, treinador do Ninense, disse que a sua equipa «controlou» quase todo o jogo e criou sempre «mais desequilíbrios» na defesa adversária. 

«Tivemos o controlo do jogo quase os 90 minutos. É lógico que numa ou noutra situação o Porto d’ Ave conseguiu criar perigo mas também não foi capaz de criar tanto desequilíbrio na defesa como nós o fizemos. O facto de nós estarmos em vantagem também originou que fosse mais fácil isso acontecer, aproveitamos a insegurança do Porto d’ Ave e fomos muito inteligentes na forma como abordamos o jogo. Batemos um adversário com qualidade que vai acabar por demonstrar no futuro. Estes meninos de vez em quando lembram-se e dão-me estas alegrias», apontou o técnico do Ninense.

«Tem faltado meter a bola lá dentro»

Ricardo Cruz assumiu o papel de treinador no jogo com o Ninense. O capitão do Porto d’ Ave disse que a equipa voltou a falhar na finalização.

«Queria deixar uma palavra para o empenho que os meus colegas tiveram durante esta semana difícil, pois nunca é fácil serem orientados por um colega de equipa. Tiveram um comportamento exemplar. Quanto ao jogo foi mais do mesmo: está a faltar marcar golos. Entrámos bem, mas o Ninense na primeira vez que foi lá marcou um golo e nós fomos algumas e não fizemos. Tem sido essa a nossa sina, tem faltado meter a bola lá dentro que é o essencial no futebol», apontou Ricardo Cruz.





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