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«Milhões de pessoas a viverem em pobreza é um ultraje moral», diz Oikos

De acordo com esta organização não governametal, os grandes retrocessos na luta contra a pobreza extrema foram reforçados pela pandemia COVID19 e, mais recentemente, pela guerra na Ucrânia.

Redação
15 Out 2022

A Oikos, Organização Não Governamental (ONG), pede que se encontrem 100 formas de agir para um Mundo mais justo para assinalar o 17 de outubro, “Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza”. Em nota da imprensa, a ONG refere que, num mundo com um nível de desenvolvimento económico sem precedentes, meios tecnológicos e recursos financeiros, milhões de pessoas viverem em pobreza extrema é um ultraje moral.

Assim, solicita que, em escolas, no trabalho ou em casa, todos podem fazer parte da iniciativa partilhando nas redes sociais pequenos gestos do dia-a-dia para que, num futuro próximo, nos possamos orgulhar de dizer que vivemos num mundo idealizado por todos: 100 pobreza.

Segundo a Oikos, dados do Banco Mundial e da ONU, publicados nos últimos dias no relatório “Pobreza e Prosperidade”, revelam os grandes retrocessos dos últimos tempos na luta contra a pobreza extrema. 

«Os indicadores mostram que as metas estabelecidas através dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) dificilmente serão cumpridas até 2030. 17 de outubro marca o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, é preciso agir», avisa.

De acordo com esta organização não governametal, os grandes retrocessos na luta contra a pobreza extrema foram reforçados pela pandemia COVID19 e, mais recentemente, pela guerra na Ucrânia. Porém, uma das causas profundas reside na crónica desigualdade», aponta.

Pandemia levou cerca de 70 milhões à pobreza

Com efeito, acrescenta, as disparidades têm vindo a aumentar substancialmente, sendo que se estima que a pandemia levou, aproximadamente, 70 milhões de pessoas à pobreza extrema em 2020 – o maior aumento ocorrido num único ano desde 1990. Isso leva a que 11% da população mundial esteja atualmente em situação de pobreza extrema, comprometendo o objetivo das Nações Unidas de a eliminar até 3% em 2030.

O texto da OIKOS refere ainda que a maioria destas desigualdades concentram-se nas áreas afetadas por conflitos, nas áreas rurais, e na África Subsaariana (que, atualmente, detém 60% de todas as pessoas em situação de pobreza extrema).

Em comunicado, a OLIKOS salienta ainda o facto de os países em desenvolvimento são os mais afetados pelo aumento da inflação, pela depreciação significativa da moeda, pelo colapso na produção e aumentos dos custos relacionados com o serviço da dívida externa. 

«Para além de todos estes fatores, as alterações climáticas são também um fenómeno global, mas com impactos sentidos de forma mais severa exatamente pelos mesmos países e comunidades. Locais onde as vulnerabilidades já eram alarmantes, agravam hoje a falta de acesso à água potável, causam perdas de produtividade agrícola, uma forte insegurança alimentar e o acesso a condições de habitação», alerta.

Encontrar 100 formas de agir para um Mundo mais justo

Por fim, a OIKOS deixa uma  pergunta: Ainda é possível uma mudança?

«Todos os dias acordamos com notícias alarmantes sobre o estado do mundo, mas será que estamos a dar o nosso contributo para que tal realidade se altere?», questiona. 

Na visão desta organização, a fórmula para erradicar a pobreza já foi repensada milhares de vezes por milhares de organizações em todo o Mundo, pessoas, entidades e Governos. As metas estão traçadas com os ODS e este é um compromisso que nos toca a todos: «está na hora de lutarmos por uma mudança, de forma a garantir que todos os seres humanos podem alcançar o seu potencial em dignidade e igualdade, num ambiente saudável».

Neste sentido, a Oikos pretende incentivar à ação pedindo que se encontrem 100 formas de agir para um Mundo mais justo. «Em escolas, no trabalho ou em casa, todos podem fazer parte da iniciativa partilhando nas redes sociais pequenos gestos do dia-a-dia para que, num futuro, nos possamos orgulhar de dizer que vivemos num mundo idealizado por todos: 100pobreza», conclui.





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