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Câmara de Braga espera aumento de dois milhões na conta da eletricidade

Ricardo Rio reivindica descida do IVA aplicado à energia.

Luísa Teresa Ribeiro*
12 Out 2022

O presidente da Câmara Municipal de Braga defende que deve haver uma descida da taxa do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) que as autarquias pagam na energia elétrica, passando dos atuais 23% para a taxa mínima de 6%, como forma de combater a escalada dos preços.

Ricardo Rio considera que esta medida deve ser uma prioridade do Governo, tendo em conta o impacto que a subida dos custos está a ter nas contas municipais, que no caso de Braga se cifra nos dois milhões de euros.

A manter-se a atual tendência, a autarquia bracarense calcula que o gasto com a iluminação pública passe de 3 para 4 ou 5 milhões de euros, representando um aumento de 1 a 2% do orçamento total da Câmara que vai ser despendido com os custos energéticos.

Os números foram avançados em Bruxelas, onde o autarca bracarense, presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado) e membro do Comité das Regiões está a participar ativamente na 20.ª Semana Europeia das Regiões e Cidades, com a intervenção como orador em cinco conferências.

O edil especificou que os valores dizem respeito apenas à Câmara, sem contabilizar as empresas municipais, sendo que, por exemplo, o Theatro Circo duplicou a fatura energética.

Este responsável referiu que os seis municípios que compõem da CIM Cávado – Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde – já estão a implementar medidas concretas de poupança de energia.

Relativamente ao concelho de Braga, o autarca revelou que estão a ser implementados projetos no sentido de promover a eficiência energética, entre os quais a parceria com a EDP para a substituição de lâmpadas por LED na iluminação pública.

No universo municipal, o edil sublinhou que os Transportes Urbanos de Braga «estão a registar uma grande transformação, com a substituição dos veículos a diesel pelos elétricos, depois de numa primeira fase terem sido adquiridas viaturas a gás natural comprimido.

Em seu entender, a renovação das frotas dos transportes públicos «é uma das áreas em que a União Europeia não poderia ter hesitações» relativamente ao financiamento, «perante o impacto que uma medida desta natureza tem nos territórios em termos de poupança de emissões poluentes e de qualidade de vidas das populações». «Deveria haver uma verba muito substancial no imediato para a renovação por inteiro da frota», revindicou.

*Em Bruxelas, a convite da Comissão Europeia e do Comité das Regiões.

[Notícia completa na edição impressa de amanhã do Diário do Minho]





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