Fotografia: Avelino Lima

Misericórdia de Braga distingue funcionários pela «dedicação abnegada» à comunidade

A instituição juntou todos os funcionários que completaram 15, 25 e 40 anos de serviço.

Rita Cunha
2 Out 2022

A Santa Casa da Misericórdia de Braga distinguiu, ontem, os 22 funcionários que em, nos últimos três anos, atingiram 40, 25 e 15 anos de serviço, pela sua «dedicação abnegada» à comunidade e «serviço ao próximo».

Na cerimónia, que visou assinalar o Dia do Funcionário, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga destacou a importância deste reconhecimento: «agradecer a todos aqueles que têm contribuído para um trabalho solidário, em rede social, por vezes em condições muito difíceis e exigentes», disse, aproveitando para transmitir «o reconhecimento pela dedicação abnegada às pessoas e crianças acolhidas em espírito de continuidade familiar». 

«O nosso sincero obrigado pela vossa missão ao serviço do próximo», referiu Bernardo Reis, perante a persença de muitos Irmãos.

Devido à pandemia de covid-19, esta cerimónia não se realizou nos últimos dois anos, pelo que ontem a instituição decidiu juntar todos os funcionários que completaram 15, 25 e 40 anos de serviço, estes últimos em maioria. Receberam, respetivamente, o pin da Misericórdia em bronze, prata e ouro.

À margem da iniciativa, o provedor considerou que o dia era de felicidade porque «as Misericórdias e as IPSS devem trabalhar em sentido de solidariedade, com humanismo e com dedicação aos mais necessitados», pelo que esta é uma forma de motivar os funcionários.

Bernardo Reis realçou ainda que a Misericórdia de Braga tem feito um esforço de adequar os salários dos seus trabalhadores à realidade, algo que muitas instituições não conseguem. «Muitas IPSS atravessam um período grave e não têm a possibilidade de aumentar [os salários] e muitos funcionários com muitos anos de serviço recebem ainda o salário mínimo», lamentou.

A cerimónia incluiu ainda o ato de juramento e entrega de diplomas aos novos Irmãos da instituição, 14 no total.

No discurso público, Bernardo Reis vincou que a Irmandade e a Santa Casa da Misericórdia «sempre pautou a sua atuação pela máxima “servir e não servir-se” ao longo da sua perenidade quinhentista, o que tem feito com isenção, dignidade e com princípios e valores», indo de encontro à padroeira, a Nossa Senhora da Misericórdia, «a Senhora do Manto Largo Acolhedor».

O provedor agradeceu ainda ao Arcebispo de Braga pela sua presença na celebração da eucaristia e entrega de distinções, um gesto que considerou «motivador» para que a missão prossiga «ao serviço dos mais fragilizados das diversas respostas sociais».





Notícias relacionadas


Scroll Up