Fotografia: Avelino Lima

Arcebispo destaca importância de «testemunhar a verdade» e condena o «pecado da omissão»

D. José Cordeiro começou por lembrar o papel da Santa Casa da Misericórdia de Braga na ajuda ao próximo.

Rita Cunha
2 Out 2022

O Arcebispo de Braga destacou, ontem, a importância de se «fazer o bem» e «testemunhar a verdade» e condenou aquele que considerou ser «um dos maiores pecados»: o da «omissão».

D. José Cordeiro, que falava na eucaristia no âmbito das celebrações do Dia do Funcionário pela Santa Casa da Misericórdia de Braga, começou por lembrar o papel desta instituição na ajuda ao próximo e vincou: «todos os dias temos a oportunidade de fazer o bem e às vezes não o fazemos e talvez um dos maiores pecados que temos de confessar é o pecado da omissão, aquele que, segundo disse o Padre António Vieira, se faz não fazendo», alertou, salientando as dificuldades que o mundo enfrenta em «tempos de mudança».

Referindo-se ao Evangelho do 27.º Domingo do Tempo Comum, o Arcebispo de Braga sublinhou a importância da fé. «Às vezes confiamos demasiado em nós próprios e na fé que nos habita. Claro que também temos de fazer tudo para deixar este mundo melhor, mas depois de fazermos tudo o que está ao nosso alcance não precisamos de recompensas. Não podemos esperar mais nada. Só fizeram o que tinham a fazer», disse, acrescentando que, tal como Jesus disse, «no ato de fazer o bem já temos a recompensa e não precisamos de mais porque é isso que nos dignifica como pessoas  e discípulos de Jesus e, por isso, é importante ouvir a sua Palavra».

Já na segunda leitura, D. José Cordeiro lembrou que «é preciso reanimar o dom». «Não nos podemos envergonhar do Evangelho, é preciso testemunhar a verdade que nos habita. Com sofrimento vemos muitas coisas fora e dentro da igreja, mas Deus está presente mesmo nos momentos de crise, que são de renovação», referiu.

E, continuou, «apesar de as circunstâncias não serem favoráveis, somos chamados a testemunhar o Evangelho em que acreditamos e a peregrinar e caminhar com as vítimas de todos os males para que a missão do Evangelho possa prosseguir como testemunho dos que nos antecederam e nos legaram a fé».

O Arcebispo de Braga terminou deixando claro que «todos somos chamados a fazer o bem com espírito de gratuitidade, sem esperar nada em troca e sem olhar a quem». 

«Cada pessoa, seja ela quem for, é o rosto de Deus e , por isso, estamos aqui na continuidade destes séculos que traduzem para o presente a memória do passado».

Voltando a reforçar a ideia de que se vivem «tempos muito difíeis», o Prelado destacou a necessidade de «dar memória ao futuro e transmitir estes valores aos mais novos» para que a instituição se renove.





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