Fotografia: DM

Monsenhor Silva Araújo homenageado pelo «inestimável contributo» para a memória coletiva da cidade

O Monsenhor Silva Araújo foi formador no Seminário Menor, diretor do Diário do Minho e reitor da Basílica dos Congregados.

Rita Cunha
23 Set 2022

O Monsenhor Domingos da Silva Araújo foi ontem homenageado pelo seu «inestimável contributo» para a memória coletiva da cidade, «tão bem plasmado nas centenas de artigos publicados», bem como da «memória cristã», expresso em «imensos livros».

Numa cerimónia que teve lugar ao final da tarde na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, no âmbito do ciclo de conferências mensais “Conhecer Braga: suas instituições, seus ilustres bracarenses e seu património”, o padre Tiago Freitas, Chefe de Gabinete do Arcebispo Primaz e diretor da Livraria Diário do Minho, começou por lembrar o «longo» percurso que o homenageado tem trilhado na Igreja, elencando o início do seu ministério como formador no Seminário Menor logo após a ordenação, em 1959, assim como os cargos de Capelão do Colégio Missionário Ultramarino e de diretor do jornal Diário do Minho. Foi ainda, em 1997, nomeado Reitor da Basílica dos Congregados, onde permaneceu até 2011, e  é, desde 2011, capelão do Colégio Teresiano.

Logo de seguida, o padre Tiago Freitas centrou-se em duas atividades que o Monsenhor exerceu e exerce e que, na sua ótica, «merecem  uma reflexão mais aprofundada». Desde logo, a sua participação na Ação Católica, o órgão oficial da Arquidiocese de Braga, que divulga a vida da Diocese, entre vários documentos, há 106 anos. Para o responsável, «este é um dos contributos mais relevantes da Ação Católica, dado que na sua ausência, a par do Diário do Minho, seria quase impossível fazer-se a história da Arquidiocese de Braga», o que faz do Monsenhor Silva Araújo «um guardião da memória da Igreja em Braga»,já que «todos os meses recolhe a informação, tematiza os textos, constrói índices e redige, seleciona um tema formativo ou apresenta recensões de livros relevantes».

Depois, a sua passagem pela Basílica dos Congregados, que «ainda hoje é recordada». «Muitas memórias deixou o Monsenhor na sua passagem pelos Congregados, desde elementos históricos da Basílica à devoção à Senhora das Dores», vincou, não esquecendo o acolhimento a diversos sacerdotes, «com o intuito de estarem disponíveis para o ministério da escuta».

Da sua passagem pelos Congregados, o padre Tiago Freitas destaca o sentido de comunidade que o Monsenhor conseguiu criar, «integrando sensibilidades e carismas tão diferentes entre si». 





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