Fotografia: DR

“Arca Ostinata” entra no corpo de um instrumento e viaja pelo tempo revelando temas desconhecidos

Espetáculo no Theatro Circo em estreia nacional junta, esta noite, o encenador Nino Laisné e o tocador Daniel Zapico.

Rita Cunha
23 Set 2022

Em estreia absoluta em Portugal, o Theatro Circo é hoje palco da mais recente e, muito provavelmente, uma das mais belas e majestosas criações de Nino Laisné: “Arca Ostinata”, uma verdadeira ode à teorba. Mas não é uma teorba “qualquer”. É uma teorba que sonha em ser um edifício, uma catedral de madeira que aos poucos se ergue em torno de seu intérprete para melhor o abraçar. “Arca Ostinata” nasceu de um sonho em comum, que une Nino Laisné a Daniel Zapico, tocador de teorba, instrumento de cordas, barroco, criado na Itália no final do século XVI. Esta colaboração entre os artistas é já antiga, sendo que este espetáculo resulta do desejo de renovar a forma do recital instrumental e criar uma «extensão do instrumento e do seu reportório» para o tocar «em diálogo total» com uma cenografia e com «a história da sua própria genealogia». Segundo o diretor musical e encenador, Nino Laisné, trata-se de um «espetáculo muito onírico». «É como que uma viagem pelo tempo para conhecermos reportórios desconhecidos», baseado nas composições dos grandes teorbistas italianos e franceses dos séculos XVI e XVII como Alessandro Piccinini, Bellorofonte Castaldi, Giovanni Pittoni e Robert de Visée, música hoje em dia desconsiderada dos grandes palcos.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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