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Ordem dos Médicos apela à adesão «sem reservas» à vacinação

Destacam a importância de garantir a máxima imunização e prevenção nos «meses finais» da pandemia.

Redação/Lusa
21 Set 2022

O bastonário da Ordem dos Médicos apelou à população-alvo convocada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) que adira, sem reservas, à presente campanha de vacinação. Destacam a importância de garantir a máxima imunização e prevenção nos «meses finais» da pandemia.

Em comunicado, o bastonário e o coordenador do recém-criado Gabinete Estratégico para a Saúde Global esclarecem que o início da nova campanha de vacinação sazonal, com as vacinas de 2.ª geração adaptadas à variante Ómicron, «representa uma nova etapa no combate à pandemia» e visa prevenir «o acréscimo de atividade por SARS-CoV-2 que se prevê que possa ocorrer nos próximos meses». «A antecipação da vacinação com características sazonais, à semelhança do que se já faz para outros vírus, nomeadamente o vírus da gripe, associada à taxa de vacinação global e à diminuição da incidência e, sobretudo, da gravidade são sinais muito positivos que prenunciam o fim da pandemia», afirmam.

O bastonário e o Coordenador do Gabinete Estratégico para a Saúde Global da Ordem dos Médicos consideram ainda fundamental «manter uma apertada vigilância clínica, epidemiológica e, em particular, virológica» para monitorizar o impacto da pandemia e o eventual aparecimento de novas variantes ou subvariantes que «possam justificar ajustes» nas medidas de combate à pandemia. Alertam também para o facto de que «a pandemia ainda não acabou» e que, «embora o fim possa estar próximo, é necessário manter uma elevada responsabilidade individual e coletiva».

A vacinação sazonal contra a Covid-19 e a gripe arrancou no passado dia 7 em Portugal, uma campanha de 100 dias para imunizar cerca de três milhões de pessoas até dezembro e que pretende proteger os grupos mais vulneráveis. Relativamente à Covid-19, serão administradas as novas vacinas já adaptadas à variante Ómicron e que receberam, recentemente, “luz verde” do regulador europeu (EMA) para serem utilizadas no reforço da imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2. Podem ser vacinadas as pessoas que receberam a última dose há pelo menos três meses. Na vacinação primária continuarão a ser utilizadas as vacinas originais e que integram o plano de nacional que se iniciou em 27 de dezembro de 2020.

Os primeiros a ser chamados à vacinação foram os maiores de 80 anos com comorbilidades, um processo que decorre novamente de forma escalonada, por faixas etárias, avançando à medida que se esgotem os agendamentos na faixa etária mais elevada. São elegíveis para serem vacinadas as pessoas com 60 ou mais anos de idade, os residentes e profissionais dos lares de idosos e da rede nacional de cuidados continuados, as pessoas a partir dos 12 anos com doenças de risco, as grávidas com 18 ou mais anos e doenças definidas pela Direção-Geral da Saúde e os profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados.





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