Fotografia: Diana Carvalho

Nuno Borges: «Trago muita confiança e espero poder transferi-la para este torneio»

O primeiro cabeça de série do Braga Open 2022 conversou com o Diário do Minho sobre as expectativas para esta quarta edição da prova.

19 Set 2022

Nuno Borges, 93.º classificado no ranking ATP, é o primeiro cabeça de série do Braga Open 2022, que começou este domingo e se prolonga até ao próximo dia 25 de setembro. O português defronta esta terça-feira o italiano Gian Marco Moroni (328.º). Antes disso, o tenista conversou com o Diário do Minho sobre as expectativas para esta quarta edição da prova.

Diário do Minho (DM) – Esta é a segunda vez que joga em Braga. No ano passado, na vertente de singulares, foi eliminado na primeira ronda. Este ano é o primeiro cabeça de série. O que espera desta edição?

Nuno Borges (NB) – Todos os torneios são diferentes e espero que realmente tenha um desfecho diferente do ano passado, nos singulares, pelo menos. Fui muito feliz aqui nos pares com o Francisco. Infelizmente, este ano não vou jogar pares. Ele está noutras andanças. Mas sim, estou pronto para a ocasião. Vim agora de uma Davis Cup trago muita confiança e espero poder transferi-la para este torneio.

DM – Este estatuto de primeiro cabeça de série traz também uma pressão acrescida?

NB – Sim, de certa maneira sim. Também é devido ao trabalho que tenho vindo a fazer nos últimos tempos, no último ano. É sempre bom poder ver que estou neste torneio numa situação um bocadinho diferente e com uma pressão se calhar um bocadinho mais alta do que no ano passado e com expectativas diferentes.

DM – Entrou recentemente no top100 mundial. Era um objetivo para esta época que se cumpriu?

NB – Sem dúvida. Aliás, o meu objetivo nem era chegar já ao top100, talvez para o ano, mas ainda bem que aconteceu. Nunca é antes demais, digamos assim. Estou muito contente, porque significa que estou a fazer o trabalho bem e é ótimo para continuar.

DM – Que objetivos faltam ainda cumprir este ano?

NB – Este ano ainda não tenho novos objetivos. Agora é jogar torneio a torneio, jogo a jogo. No fundo, é isso que tenho vindo a fazer sempre, por isso é manter essa mentalidade que as coisas vão aparecendo e vejo números depois quando tiver mais tempo.

DM – Tem tido bons resultados tanto na vertente de pares como de singulares. Como é conjugar estas duas vertentes? Como se muda o chip entre elas?

NB – Não é fácil. Mesmo a nível físico, eu já tinha dito anteriormente que não ia poder jogar sempre pares. Aproveitei quando estava a jogar muito com o Francisco [Cabral], porque estava a correr muito bem e trouxe esse ritmo para os próximos torneios. Vou perder os pontos deste ano já neste torneio que ganhei. É aceitar um bocadinho a situação. Tenho investido mais nos singulares e é esse o meu objetivo principal, por isso é olhar um bocadinho para isso e deixar um bocadinho para trás os pares e, quando tiver oportunidade, dar o litro como tenho feito.

DM – Na semana passada esteve em Viana, na Taça Davis, onde venceu a eliminatória contra o Brasil. O que significou ser novamente convocado a vestir a camisola de Portugal e conquistar uma nova grande vitória para Portugal?

NB – É com o maior orgulho e prazer que jogo e represento Portugal na Taça Davis. Jogar em casa, ainda por cima, é sempre um sabor especial. O nosso fisioterapeuta é mesmo de Viana, por isso é um sítio que já nos diz algo e muitas eliminatórias já foram jogadas em Viana. Sim, era sem dúvida um local especial e é um sonho de criança poder representar Portugal numa Taça Davis, na prova rainha, como equipa.





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