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Saúde. Deputado pede a ministro para não fechar maternidade

Jorge Paulo Oliveira aponta que o bloco de partos “cumpre, sem margem para dúvida, todos os requisitos”.

João Pedro Quesado
19 Set 2022

Jorge Paulo Oliveira pediu ao ministro da Saúde que não encerre o bloco de partos do Hospital de Famalicão. O deputado famalicense do PSD apontou para os investimentos já feitos na unidade do Hospital S. João de Deus e para a sobrecarga de outras maternidades.

Na carta dirigida a Manuel Pizarro, o novo ministro da Saúde, o deputado à Assembleia da República afirma que a notícia avançada pela Renascença na sexta-feira, 16 de setembro, de que o bloco de partos de Famalicão poderia ser encerrado, no âmbito da reorganização da rede de urgências de obstetrícia e blocos de partos, devido a realizar menos de mil partos por ano, causou “justificada preocupação e perplexidade” nas populações.

“Não se compreende, nem se aceita que a Maternidade do Hospital de Famalicão possa ser descontinuada. Não há razões técnicas que o justificam, antes pelo contrário”, acrescenta Jorge Paulo Oliveira.

O deputado do PSD sublinha que “têm sido feitos investimentos na maternidade de Famalicão, em termos infraestruturais, equipamentos, muitos destes por ação da sociedade civil, bem como em formação”. Diz, também, que a construção da Clínica da Mulher, da Criança e do Adolescente, um investimento de cerca de 300 mil euros, avançou “exatamente” por Famalicão “dispor de uma maternidade” e serviu para concentrar “os cuidados de saúde prestados nas áreas da pediatria, ginecologia e obstetrícia”.

Jorge Paulo Oliveira aponta que o bloco de partos “cumpre, sem margem para dúvida, todos os requisitos que os mais variados estudos sobre saúde materno-infantil determinam”. Exemplo disso é a nota positiva dos serviços do Centro Hospitalar do Médio Ave – que inclui os hospitais de Famalicão e Santo Tirso – no Sistema Nacional de Avaliação em Saúde, assim como atribuição da Excelência Clínica de nível 3 na área de partos e cuidados pré-natais, da especialidade de obstetrícia.

O deputado famalicense chama a atenção de Manuel Pizarro para as consequências de um eventual encerramento, que “se traduzirá sempre na sobrecarga” das maternidades de Braga ou da Póvoa de Varzim. Ambas estão a mais de 20 quilómetros de Famalicão, uma distância desaconselhada.

Jorge Paulo Oliveira recorda ainda que, em 2006, “um anterior Governo do Partido Socialista, determinou o encerramento do Bloco de Partos do Hospital de Santo Tirso, passando estes a concentrarem-se no do Hospital S. João de Deus, em Vila Nova de Famalicão, cuja abrangência inclui, igualmente, o município da Trofa”.

De acordo com a Renascença, o documento final acerca da reorganização da rede de urgências de obstretícia e blocos de parto passa pela concentração de serviços e fecho de unidades. Os critérios de número de partos e acessibilidades das populações colocarão a maternidade de Famalicão em risco de encerrar.





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