Fotografia: DM

Encontros da Imagem de Braga abriram focados sobre problemas da atualidade

Encontros da Imagem são compostos por 50 exposições em 16 espaços diferentes em Braga.

José Carlos Ferreira
18 Set 2022

A Galeria do Paço da Universidade do Minho foi o ponto de partida da 32.ª edição dos Encontros da Imagem – Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais de Braga.

A edição deste ano tem como tema central “Common Places” ou “Lugares Comuns. «Este é um tema muito amplo que nos permite tocar vários problemas da atualidade, que são os chamados lugares comuns. É o problema das guerras, é o problema do ambiente, é o problema dos refugiados, são os problemas de género. E, nas diversas exposições, nós conseguimos confrontar as pessoas perante isso», disse aos jornalistas o presidente da Associação Cultural Encontros da Imagem.

Falando à margem da inauguração, Carlos Fontes sustentou que, se a arte tem de ser bela com o seu lado estético, não é manos verdade que esta mesma arte, e em particular a fotofrafia, «deve ser interventiva, deve comunicar e deva causar interrogação às pessoas». «Eu penso que estes encontros são exatamente o reflexo e o resultado disso que poderão ser observados», acrescentou.

Segundo explicou, a edição deste ano, após três anos em formato digital por causa da pandemia, surge mais forte do que nunca, sendo mesmo a maior de sempre em termos de exposições.

Ao todo, são 50 exposições que podem ser apreciadas em 16 espaços diferentes em Braga, sendo a Galeria do Paço da Universidade do Minho o maior de todos, onde se encontram 12 mostras de fotografias.  «Dentro das exposições, há um conjunto de fotógrafos convidados e, depois, alguns fotógrafos são resultado de prémios dos concursos que nós fazemos. Aqui, na Galeria do Paço, está, por exemplo, o Prémio Descoberta», disse Carlos Fontes. Para além da Galeria do Paço, as pessoas podem encontrar as exposições, por exemplo, na Casa dos Crivos, no Museu Nogueira da Silva, no Museu D. Diogo de Sousa, no Museu dos Biscainhos, na Galeria da Estação, no GNRation, no Mercado Municipal, no Theatro Circo, na Fonte do Ídolo, na Galeria Forum Arte Braga, na Escola de Medicina da UMInho, e Mosteiro de Tibães.

Carlos Fontes sublinha que os Encontros da Imagem continuam a ser uma iniciativa que atraem muitos apreciadores da fotografia, não só do país, mas também do estrangeiro. «Uma coisa que nos orgulha muito é que, para além de satisfazer um conjunto de necessidades da população que gosta de ver as exposições, os Encontros da Imagem também conseguem trazer gente a Braga, que são pessoas que vêm ver as exposições de fotografia e que ficam na cidade, dormindo cá uma ou duas noites. Neste fim de semana inaugural temos ainda presentes artistas estrangeiros», salientou.

Na sessão de abertura, o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, sublinhou a importância da Cultura para as universidades e a importância da academia estar ao lado das entidades organizadoras de iniciativas como esta.





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