Fotografia: Avelino Lima

D. José Cordeiro diz que testemunho dos catequistas «é fundamental» na Igreja

O Arcebispo de Braga esteve presente pela primeira vez no Dia Arquidiocesano do Catequista, no Santuário do Sameiro.

Jorge Oliveira
18 Set 2022

O Arcebispo de Braga destacou ontem o papel imprescindível dos catequistas na transmissão da fé cristã às crianças e aos jovens.

D. José Cordeiro fez este sublinhado no encontro do Dia Arquidiocesano do Catequista, que decorreu no santuário de Nossa Senhora do Sameiro com tema “A Arte de Acompanhar”.

«A vossa presença, o vosso testemunho é fundamental nesta igreja que queremos cada vez mais sinodal e samaritana como nos propomos para este último ano do triénio pastoral», referiu o prelado.

O Dia Arquidiocesano do Catequista de 2022 contou, segundo a organização, com cerca de um milhar de catequistas provenientes dos 14 arciprestados da Arquidiocese de Braga.

D. José Cordeiro expressou a sua alegria por «tão numerosa presença» de catequistas e pelas dinâmicas que eles desenvolveram neste dia de formação. 

«Isto é só uma representação, porque são milhares de catequistas que estão ao serviço das nossas comunidades das 552 paróquias da Arquidiocese, onde se inclui a de Ocua, na Diocese de Pemba, em Moçambique, onde temos três catequistas», referiu.

O Arcebispo saudou também os sacerdotes presentes no encontro, lembrando que os padres são os primeiros catequistas, primeiros não em termos de importância, mas no sentido da responsabilidade, do serviço.

D. José Cordeiro aproveitou ainda este encontro para os convidar os catequistas a participar na cerimónia de abertura do novo Ano Pastoral e início do Ano Litúrgico, no dia 26 de novembro (sábado), em Guimarães.

O Arcebispo reiterou a vontade da Arquidiocese de fazer «logo que seja possível» a instituição no Ministério laical dos Catequistas, dos Leitores e dos Acólitos, anunciando que este ano serão programadas as formações.

«Vamos ver se no próximo ano poderemos iniciar tanto para o Diaconado permanente como para os Ministérios já instituídos de Leitores, Acólitos e Catequistas, porque nós não nos podemos contentar e conformar com aquilo que nós já somos e fazemos nas nossas comunidades, mas somos responsáveis por preparar o futuro e abrir ao futuro as nossas comunidades paroquiais», disse.  

Antes de participar no Dia Arquidiocesano do Catequista o prelado crismou 180 jovens em Alheira, arciprestado de Barcelos, e nessa celebração também fez questão de sublinhar o papel dos catequistas bem como convidou os cristão a abraçarem este ministério laical.

A coordenadora do Departamento Arquidiocesano da Catequese regozijou-se pelo retomar deste encontro de formação no formato de antes da pandemia e pela presença significativa de catequistas.

«Acho que estamos a voltar ao normal, com esta partilha e proximidade entre todos», referiu Elmira Silva.

De manhã, os catequistas participaram em vários ateliês com propostas práticas para depois reproduzirem nas suas comunidades, desde avaliar e planificar um ano catequéticos a momentos de oração para crianças (Taizé), passando por técnicas e dinâmicas para os encontros de catequese,  organizar retiros, suscitar o desejo da eucaristia e adoração eucarística com crianças.

O encontro contou com a presença de uma equipa diocesana da Pastoral dos Jovens para divulgação e promoção junto dos catequistas  da Jornada Mundial da Juventude do próximo ano em Lisboa. 





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