Fotografia: DM

EB/S de Vieira do Minho recupera qualidade com obras de 4,9 milhões

Depois das obras, a Escola Básica e Secundária Vieira de Araújo tem um novo edifício e os espaços foram ampliados.

Rui de Lemos
17 Set 2022

A Câmara Municipal de Vieira do Minho teve que realizar «o maior investimento desde o 25 de Abril de 1974» e ultrapassar várias «contrariedades, dificuldades e constrangimentos» para dar dignidade e qualidade à EB/S Vieira de Araújo. «Não nos poupamos a esforços, porque esta obra era prioritária e merecida por alunos, docentes e não docentes, que merecem uma escola com condições dignas à aprendizagem e sucesso escolar», sublinhou, ontem, o presidente do Município, António Cardoso.    

A inauguração das obras de requalificação e ampliação da EB/S Vieira de Araújo decorreram, ontem, em ambiente festivo e debaixo de aplausos. E o motivo não é para menos. foi preciso esperar «quase 15 anos» para ver cumprido o sonho da comunidade escolar e mais de seis «sempre com resiliência e a superar dificuldades». A empreitada foi contemplada no programa da Parque Escolar, mas não chegou a avançar, «o Governo apenas assumiu 225 mil euros dos custos» e a autarquia teve que assumir revisões de projetos, concursos vazios por aumentos de preços de materiais e mão de obra,  ausências de respostas e apoios. «Os constrangimentos foram sempre superados entre o Município, a empresa construtora e a direção do Agrupamento de Escolas», recordou o edil António Cardoso, acrescentando que «não nos poupamos a esforços técnicos e financeiros» para «dar condições dignas de aprendizagem e sucesso a professores e alunos». 

«As obras hoje inauguradas representam um montante de 4,9 milhões, representam um encargo para o Município de 1,2 milhões e para o Ministério da Educação de apenas 225 mil euros, sendo que o Governo ao receber 6% de IVA na execução desta obra ainda teve lucro», censurou o presidente da Câmara de Vieira do Minho, lembrando ainda que a «oposição a este executivo» também chumbou «a realização de trabalhos complementares e prorrogação de prazo que foram necessários para manter e aumentar a qualidade funcional deste equipamento». E «ainda levou a discordância ao limite ao fazerem uma queixa à Direção-Geral de Finanças», condenou António Cardoso. 

Hoje, fruto do «maior investimento municipal de sempre numa obra» desde abril de 1974, a EB/S Vieira de Araújo tem «instalações condignas e condições de excelência», sendo «um dos locais do agrupamento mais aprazíveis para ensinar e aprender», aplaudiu o diretor-executivo Fernando Gomes. «Passamos de um pardieiro para um ‘purosangue’», ilustrou, acrescentando que «é inegável a maior e melhor qualidade das nossas valências, sendo incomparável o conforto». «Agora, com estas condições renovadas, o céu é o limite», apontou. 

Numa escola que acolhe mais de 1100 alunos, foi construído um novo edifício de raiz, com espaços de lazer e convívio, biblioteca, novas salas de aulas, espaços para direção e administração, salas de laboratório e tecnologias de informação. Simultaneamente, a empreitada serviu para requalificar e ampliar todo o equipamento escolar, criar um auditório, um bar e uma cantina, além de outros espaços «com melhores condições», a par de um sistema de refrigeração que vai acabar com o frio ou calor em demasia nas salas de aula, uma das principais queixas dos estudantes. 

«Estou consciente que se a Câmara Municipal não executasse esta obra ela jamais seria realizada e constinuaríamos a ter aulas em edifícios degradados, alguns com mais de 40 anos», concluiu o presidente do Município, António Cardoso.





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