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Ensino Superior: Medicina recupera média mais alta, Educação volta a ser a principal escolha

Passados seis anos, a posição de média mais alta voltou a pertencer a Medicina.

Redação/Lusa
11 Set 2022

Os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior deixaram colocados quase 50 mil alunos. Medicina registou a média mais alta, recuperando a posição que perdeu para as engenharias em 2016, numa primeira fase sem médias acima dos 19 valores. Já o número de alunos que escolheram Educação Básica aumentou, com mais de 700 novos estudantes colocados nas ofertas dessa área.

Passados seis anos, a posição de média mais alta voltou a pertencer a Medicina, desta vez no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Este o curso mais difícil de entrar, já que o último dos 155 colocados teve 18,90 valores, uma nota abaixo, no entanto, da média registada no ano anterior, que foi de 19,03 valores, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Surge em segundo lugar a licenciatura em Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, o anterior líder da tabela, onde a nota de entrada do aluno que assegurou a última vaga disponível foi 18,85 valores, também abaixo dos 19,05 valores de 2021. Pela primeira vez desde 2018, não houve nenhum curso em que a média tenha ficado acima dos 19 valores, mas 27 superaram 18, incluindo todos os cursos de Medicina e outros na área da Saúde, alguns da área das engenharias e Matemática.

Pelo contrário, há também uma lista de cinco licenciaturas (menos sete do que no ano anterior) a registar médias de entrada negativas. É o caso de três cursos no Instituto Politécnico de Bragança – Educação social, com 9,90 valores, Design de jogos digitais, com 9,83 valores, e Gestão e Administração Pública, com 9,50 valores –, o curso de Artes visuais na Universidade da Madeira (9,50 valores) e Equinicultura no Politécnico de Portalegre (9,50 valores). Entre os cinco, havia 268 vagas, mas só metade ficaram ocupadas. As restantes seguem para a segunda fase, que começa na segunda-feira.

No que toca à preferência dos candidatos, os cursos com mais colocados continuam a ser os de Educação Básica. Este ano, foram colocados 727 novos alunos nas 21 licenciaturas da área. O número continua aquém de outros tempos – em 2017, por exemplo, foram 853 -, mas representa um aumento de 14% face a 2021, numa altura em que o problema da falta de professores volta a marcar o regresso às aulas.

Os novos alunos agora colocados vão ocupar pouco mais de 700 vagas de um total de 868 disponíveis. Sobram 143 vagas, em menos de metade das instituições, que serão disponibilizadas na segunda fase do concurso do acesso, entre 12 e 23 de setembro. Há 12 universidades e politécnicos onde a taxa de ocupação da licenciatura em Educação Básica foi de 100%, enquanto, por outro lado, o maior número de vagas não ocupadas é no Instituto Politécnico de Bragança, que tem, pelo menos, 43 lugares disponíveis para a segunda fase.

A média mais alta na área é a da Universidade do Porto (16,08 valores), seguida da Universidade do Minho (15,02 valores) e do Instituto Politécnico de Coimbra (14,47 valores). A média mais baixa é no Politécnico de Viseu (10,60 valores), seguido da Universidade da Madeira (10,65 valores) e o Politécnico de Santarém (11,12).

A necessidade de atrair alunos para os cursos que formam professores tem sido cada vez mais apontada, perante o problema crescente da falta de professores nas escolas e uma classe envelhecida, em que o número de aposentações é crescente e superior à chegada de novos docentes. Há cerca de duas semanas, o próprio ministro da Educação, João Costa, afirmou que o número de alunos candidatos aos mestrados em ensino de diferentes áreas para o próximo ano letivo também aumentou significativa e instou as instituições de ensino superior a disponibilizarem mais vagas.





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