Fotografia: Avelino Lima

Bifes e melões voltam a ser servidos na romaria da Senhora do Porto de Ave

Real Confraria diz que festividades decorreram muito bem, acima do esperado.

Jorge Oliveira
4 Set 2022

Os bifes e os melões regressaram à romaria da Senhora do Porto de Ave, uma tradição antiga interrompida nos últimos dois anos devido à pandemia.

Depois de dois anos, os afamados bifes de bovino voltaram a ser servidos no recinto do santuário acompanhados de melão de casca de carvalho. Durante a pandemia, a tradição foi cumprida mas em restaurantes e casas familiares.

Este ano, os vendedores e as tasquinhas regressaram ao recinto e não faltaram comensais para saborear “bifes de romaria” e melões, dois ex-libris gastronómicos da Póvoa de Lanhoso.

«Havia uma grande ‘fome’ desta festividade, destas tradições, finalmente voltamos aquilo que era a romaria», disse, hoje, ao Diário do Minho, o juiz da Real Confraria de Nossa Senhora do Porto de Ave.

Sérgio Soares deu nota de uma «grande afluência» ao santuário, sobretudo durante o fim de semana com a  procissão de velas e a “Noite Gerações”, na sexta-feira, a atuação de um grupo musical e um dj, na noite de sábado, e ontem com a Eucaristia Solene e a grandiosa procissão em honra da Senhora do Porto de Ave.

«Foram uma festividades concorridas e decorreram muito bem, acima até daquilo que nós esperávamos. Estamos muito contentes», assinalou.

A romaria da Senhora do Porto de Ave atrai todos os anos à freguesia de Taíde, concelho da Póvoa de Lanhoso, uma multidão de romeiros, peregrinos, devotos e forasteiros, seja por motivos religiosos, seja por mera diversão.

Uma das originalidades desta festa é a feira gastronómica que decorre normalmente durante quatro dias, de quinta a domingo. 

O presidente da Câmara da Póvoa de Lanhoso deu nota que esta romaria é um motivo de «alegria e orgulho» para o município.

Frederico Castro, que participou de manhã na eucaristia solene da romaria, presidida pelo bispo auxiliar de Braga, evidenciou o trabalho com a Confraria na preparação e criação das condições para o restauro da igreja. 

«A Confraria tem tido um trabalho fundamental e a Câmara Municipal tem cooperado no sentido de dignificar este espaço e de ajudar a fazer com que este espaço esteja disponível à comunidade. É uma parceria feliz e bem conseguida em prol da população», disse o autarca ao Diário do Minho.

Na missa, D. Nuno Almeida incentivou os cristãos a acolherem e a porem em prática a Palavra de Deus como «semente de esperança» e apontou quatro verbos essenciais na vivência cristã: renunciar, seguir, construir e combater.  

«Devemos ser capazes de renunciar a tudo o que nos pode tornar prisioneiros de nós mesmos, devemos de seguir fielmente a Cristo, para podermos construir, e também não termos medo de enfrentar os combates e as lutas da vida», propôs.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]

 





Notícias relacionadas


Scroll Up