Espaço do Diário do Minho

Os Bombeiros são nossos protetores. Sejamos gratos.

2 Set 2022
Salvador de Sousa

Os Bombeiros são os nossos defensores, lutando, constantemente, pela nossa proteção em variadas vertentes da humanidade. Lutam até à exaustão, sujeitam a sua própria vida para que tenhamos a esperança de estarmos mais seguros e de podermos recorrer a alguém nas nossas aflições, socorrendo-nos e dando-nos o apoio de que necessitamos.

O flagelo dos incêndios são o verdadeiro exemplo da sua total entrega a defender as nossas vidas, as nossas florestas, as nossas habitações, os nossos animais, as nossas indústrias e tantos outros setores da sociedade. Entram numa “guerra” em que o atacante, a maior parte das vezes, cobardemente, provoca um conflito sem balas, nem mísseis, mas alimentado por aquilo que a natureza nos oferece e o homem constrói para vivermos saudavelmente. Um simples gesto criminoso, sem qualquer justificação, desencadeia um tremendo desassossego, queimando, num autêntico inferno, as riquezas que possuímos.

O provocador destas tragédias, sem pensar, está a autodestruir a sua paz de espírito, vivendo, de certeza, numa agitação interior que nunca mais terá fim. A sua vida torna-se desadequada a uma consciência em que a tranquilidade reina, em que a racionalidade se faz sentir e a alegria eleva e dá saúde ao viver de cada um de nós.

O incendiário, sem pensar, está a aniquilar-se, fazendo queimar aquilo que ele próprio precisa para respirar, poluindo e deixando a natureza com menos recursos para ele próprio viver. A intoxicação ambiental com o fogo e com a destruição da natureza, vão provocar danos à sua saúde que, mais tarde ou mais cedo, se refletem na sua vida. Todos sofremos com essas ações impensáveis e anormais.

O autor do ato irracional, sem pensar, está a prejudicar-se, causando destruições de indústrias, de comércios, de habitações que vão causando problemas à economia do seu país que lhes paga os salários, as reformas, os subsídios de desemprego, o rendimento social de inserção e tantas outras ajudas.

O malfazejo, sem pensar, está a ocupar os bombeiros e a causar ferimentos e, até, provocar a morte de homens que tudo fazem para o defender, se for necessário.

O causador do ato danoso, sem pensar, está a destruir habitações que poderiam, quem sabe, ser o seu abrigo e o apoio para qualquer necessidade. Quando ateia um incêndio afastado da sua própria casa, não poderá ser o fracasso e a ruína dos seus próprios haveres ou de seus familiares?

Os bombeiros também são os nossos heróis no apoio à saúde, transportando os nossos doentes para os hospitais, casas de saúde, centros de recuperação e para tantas outras instituições. Quando algo nos aflige, a quem, geralmente, pedimos socorro? Quantos desses criminosos já chegaram a pedir auxílio a estes homens e mulheres?

Os homens da paz salvam vidas, assegurando o funcionamento de um sistema de transportes nas doenças súbitas de modo a que as emergências médicas possam acolher os doentes ou sinistrados para lhes ministrar uma pronta e correta prestação de cuidados de saúde.

Os nossos protetores estão em constante vigia, mesmo dentro do seu descanso, do seu leito, no convívio de família ou de amigos, privando-se, cortando, repentinamente, esses ambientes de lazer para ir ao encontro do auxílio do seu semelhante.

O heroísmo dos nossos defensores deve ser reconhecido, pois trabalham sem horários, deixando os seus “relógios” fora do seu alcance, nunca sabendo o tempo que vão permanecer fora do seu aconchego, muitas vezes feridos e outros que, infelizmente, entregam a sua vida ao serviço dos outros.

Pensemos e reflitamos nestas realidades que, muitas vezes, ficam pelo nosso subconsciente. Geralmente, só pensamos em “São Jerónimo quando troveja”. Nessas alturas, gritamos, pedimos, rezamos e ajoelhámo-nos perante aqueles que nos socorrem, mas vamos agradecendo e olhar sempre para esses homens e mulheres com todo o respeito, gratidão e carinho.



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