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Marta Temido demite-se do Ministério da Saúde

A demissão foi aceite por António Costa.

Redação/Lusa
30 Ago 2022

A ministra da Saúde, Marta Temido, apresentou esta terça-feira a demissão por entender que “deixou de ter condições” para exercer o cargo. A demissão foi aceite pelo primeiro-ministro, António Costa.

“A ministra da Saúde, Marta Temido, apresentou hoje a sua demissão ao primeiro-ministro por entender que deixou de ter condições para se manter no cargo”, dá conta uma nota enviada pelo ministério às redações durante a madrugada. Pouco depois, um comunicado do gabinete do primeiro-ministro informou que António Costa recebeu o pedido, que aceitou e comunicou ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

António Costa agradeceu “todo o trabalho desenvolvido” por Marta Temido, “muito em especial no período excecional do combate à pandemia da Covid-19”. Acrescenta ainda que o executivo “prosseguirá as reformas em curso tendo em vista fortalecer o SNS e a melhoria dos cuidados de saúde prestados aos portugueses”.

Fonte próxima do primeiro-ministro revelou à Lusa que a substituição da ministra da Saúde “não será rápida”. “O primeiro-ministro gostaria que ainda fosse Marta Temido a levar ao Conselho de Ministros o diploma que regula a nova direção executiva do SNS”, que considera uma “peça central da reforma iniciada com a aprovação do Estatuto em julho passado” e cuja aprovação só estava prevista para o Conselho de Ministro do dia 15 de setembro. António Costa receia assim que a substituição da ministra “atrase a aprovação” de um diploma que considera essencial, acrescentou a fonte.

Marta Temido iniciou funções como ministra da Saúde em outubro de 2018, sucedendo a Adalberto Campos Fernandes. Exerceu o cargo durante os três últimos três executivos, liderados pelo socialista António Costa. Durante este período, a ministra esteve no centro da gestão da pandemia, que começou em 2020, mas também atravessou várias polémicas, como é o caso dos recentes encerramentos dos serviços de urgência de obstetrícia em vários hospitais, por falta de médicos para preencher as escalas.





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