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Peregrinos querem homologação do Caminho da Geira para ajudar a travar a desertificação do interior

Grupo acredita que a homologação levaria à criação de novos negócios, à fixação de pessoas e à repovoação do meio rural.

Redação
28 Ago 2022

Os promotores da peregrinação a cavalo pelo Caminho da Geira e dos Arrieiros, que no passado sábado terminou na Catedral de Santiago de Compostela, defendem que a homologação pelas autoridades galegas e portuguesas deste itinerário jacobeu contribuirá para travar a desertificação do interior das regiões por onde passa.

Em comunicado, Vicente Pereiras Marquez, da Associação Rapa das Bestas de Sabucedo (Galiza), a principal impulsionadora da iniciativa, defende que «a homologação levaria à criação de novos negócios e à fixação de pessoas, à repovoação do meio rural ou, pelo menos, a que não continue o abandono, evitando-se que as aldeias caiam no esquecimento».

Segundo o responsável, que até à data percorreu 11 caminhos de Santiago, «quase vêm as lágrimas aos olhos das pessoas idosas ao constatarem como é bonito haver de novo gente a passar por aldeias onde já só vai o padeiro ou o peixeiro». «É uma alegria verem alguém de fora com quem possam trocar uma palavra», explica.

E é nesse sentido que «a homologação é muito necessária para dar vida às regiões despovoadas ou abandonadas de Portugal e Espanha», devendo no imediato proceder-se «à manutenção e recolocação de sinalização e à limpeza do traçado nalguns pontos». Enquanto isso não acontece, é aconselhável o uso de GPS e um contacto prévio com as associações no terreno por parte dos peregrinos deste itinerário, que começa na Catedral de Braga.





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