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PSD denuncia uso de água para consumo humano em fábrica de Viana do Castelo

A Águas do Alto Minho (AdAM) defende tratar-se de uma “situação pontual”.

Redação/Lusa
16 Ago 2022

O PSD denunciou o abastecimento de água tratada para consumo humano a uma multinacional instalada em Viana do Castelo. A Águas do Alto Minho (AdAM) defende tratar-se de uma “situação pontual”, invocando “contaminações salinas na captação de água” da empresa.

Num comunicado enviado às redações, a distrital de Viana do Castelo do PSD adianta ter tido “conhecimento que várias corporações de bombeiros estiveram, durante o fim de semana e na manhã desta segunda-feira, a retirar água das bocas de incêndio do parque industrial de Lanheses, para abastecer uma grande unidade industrial do concelho de Viana do Castelo”. “Essa água é tratada e, se assim for, se a AdAM tinha conhecimento da situação e por que razão se utilizou água tratada para consumo humano, num período de seca extrema, para uso industrial”, questiona o partido, acrescentando que “pelo menos cinco autotanques foram vistos a abastecer nas bocas de incêndio, vindos de corporações de Freamunde, Santo Tirso, Paredes de Coura e Caminha”.

A força política sublinha tratar-se de uma “uma situação grave”, numa altura em que o país se encontra “num momento difícil de seca, em que a própria Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho está a tomar providências para fazer face à situação”. Esta água “poderia ser utilizada, por exemplo, para abastecer freguesias que venham a sofrer de quebras de fornecimento. Não podemos desperdiçar este bem”, salienta.

“Obviamente que não estamos contra a empresa que tem de suprir as suas necessidades para manter a sua atividade. Achamos é que poderia ter sido utilizada água não tratada para esse abastecimento e não usar água para consumo humano, como o que parece que aconteceu”, frisa a distrital do PSD.

Numa resposta por escrito a um pedido de esclarecimento da Lusa, a AdAM explica ter-lhe sido “solicitado pela empresa DS Smith Paper Viana, S.A. para complementar o fornecimento de água à sua instalação, em face da ocorrência de contaminações salinas na sua captação de água para fins industriais”, decorrentes do “menor caudal existente na captação própria e às marés vivas que fazem com que a salinidade no rio se faça sentir até à captação existente”.

“A Águas do Alto Minho fornece água a entidades públicas e privadas, entre elas consumidores domésticos e industriais em vários ramos de atividade. A água fornecida está a ser quantificada e será faturada nos termos e nas normais formalidades de cobrança e de acordo com o tarifário da Águas do Alto Minho”, refere ainda a empresa.





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