Fotografia: Quercus

Quercus acusa IP de abate descecessário de árvores em Vila Verde

A propósito da obra de requalificação da Estrada Nacional 101.

Redação/Lusa
13 Ago 2022

A Quercus acusou esta sexta-feira a Infraestruturas de Portugal (IP) do corte “manifestamente desnecessário” de “dezenas de árvores” junto da EN-101, no concelho de Vila Verde. O abate prende-se com a obra de requalificação da via.

A Quercus denunciar que dezenas de carvalhos-alvarinhos e ciprestes-do-Buçaco estarão a ser abatidos junto da EN-101, no troço entre Vila Verde e o limite do concelho com Ponte da Barca. “Atualmente, a intervenção encontra-se na zona da Portela de Vade, existindo centenas de árvores de grande porte em bom estado vegetativo, algumas das quais estão a ser cortadas, sem que fosse manifestamente necessário”, sublinha. A associação acrescenta ainda que esta é “uma das estradas nacionais do Minho com melhor enquadramento paisagístico devido a estas árvores e à floresta envolvente, o que poderia justificar a sua classificação como Estrada Património”.

A associação ambientalista alega também que a IP “tem efetuado cortes de árvores indiscriminados em várias estradas nacionais no país, incluindo sobreiros e outras árvores autóctones, alegadamente devido ao desajustamento dos critérios técnicos para as faixas de gestão de combustível, no âmbito da regulamentação da prevenção de incêndios que deverá ser alterada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas”.“A IP deverá promover as boas práticas de gestão do arvoredo, marcando as árvores a intervencionar e disponibilizando publicamente os relatórios de avaliação fitossanitária ou de risco, antes de avançar para o corte das árvores. Contudo, apesar dos alertas, isso continua sem acontecer, o que revela má gestão”, aponta.

Por sua vez, a Infraestruturas de Portugal defende que o abate de 18 árvores se tornou “absolutamente necessário” para garantir as distâncias de segurança mínimas aos dispositivos de segurança e de retenção exigidos nos regulamentos e normas em vigor. “As referidas árvores, ao longo do seu crescimento, foram interferindo com as barreiras de retenção colocadas neste troço”, reitera ainda.

A requalificação da EN-101, numa extensão de cerca de 20,4 quilómetros, tem intervenções ao nível do pavimento, da drenagem, dos equipamentos de sinalização e segurança, da reformulação de intersecções e do tratamento de travessias urbanas. O objetivo do processo é “a melhoria das condições de circulação e de conforto para o utente”, finaliza a IP.





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