Espaço do Diário do Minho

Como vai a nossa terra?

5 Ago 2022
J. Carlos Queiroz

Apesar de os políticos, mesmo locais, facilmente fazerem promessas e até apresentarem algumas ideias, o poder local continua dependente da apresentação de projetos e do apoio do poder que, no município e na assembleia municipal, vai gerindo programas, projetos e eventos. Evidentemente isto acontece porque vivemos numa democracia onde existem regras e orçamentos para prever despesa e distribuir verbas.

Obviamente sempre se dirá, com ou sem razão, que existem favorecimentos porque a “cor” política isso faz supor. Verdade ou não, as freguesias e seus representantes devem tentar ao longo do mandato desenvolver e tentar concluir projetos e programas que estiveram na base da sua eleição.

Se o conseguem ou não, será questão para desenvolver e fundamentar, com argumentos e razões que a seu tempo demonstram fundamentação para justificar o que não foi feito por culpa de alguém. Curioso é no entanto ler notícias, que podem mexer com a vida das comunidades, isto é, alterar mesmo a configuração de aldeias, em resultado de programas de grandes eventos para o país, sem que o poder local se pronuncie ou sequer desenvolva esclarecimentos prévios a esses projetos de impacto ambiental e social.

Na verdade, ouvir falar em novo aeroporto, em novas linhas férreas, em comboios de alta velocidade, deve previamente ser objeto de estudo e análise com a participação dos cidadãos.

Qualquer poder político atribuído pelo voto, não exclui nunca o direito de opinião das populações que possam vir a ser afetadas por projetos megalómanos, mesmo quando participados com verbas europeias, mas que implicam com a normalidade da vida das populações. Não basta sonhar com grandes eventos é necessário ter consciência das suas implicações sociais e económicas. Os milhões anunciados podem motivar os políticos, mas convirá não esquecer as pessoas e os efeitos desses eventos. Portugal continua a ser um país pobre e muito endividado e isso nenhum político pode ignorar.



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