Espaço do Diário do Minho

Carta aos Cobardes castradores e Assassinos de Presos de Guerra

5 Ago 2022
Gonçalo S. de Mello Bandeira

Através da Heroína Comunicação Social – não só na UCRÂNIA -, falam-nos da tortura e violação de crianças, mulheres, idosos e homens. Ou de bombardeamentos de civis, monumentos públicos e museus. Mais a provocação ignóbil, estúpida em excesso (porque em caso de desastre afectará Todos), de se estar a usar a maior central nuclear da Europa, Zaporizhzhia, como escudo de militares putinistas, os quais aproveitam para, escudados, lançar os seus bombardeamentos. De acordo com os impolutos observadores e organizações internacionais, p.e. a Amnistia Internacional e Humans Rights Watch, estes não são todavia actos esporádicos. São actos, ou omissões, praticados de forma incentivada, treinada e planeada ao pormenor. Trata-se de espalhar o pânico e difundir o terror na mais pura aplicação duma suposta “prevenção geral negativa”. Mais do que isso, a nobre Rússia tornou-se num Estado-terrorista que, além do mais, não representa, nem dignifica a sua própria História e todos os Heróis Russos. A guerra é, pois, também psicológica e de propaganda, de modo a disseminar o medo. A cleptocracia na Rússia está em putrefacção – não a Rússia em si mesma ou os Cidadãos Russos Honestos e pacifistas, alguns Heróis universais perseguidos, presos, torturados e mortos como o Cientista Boris Nemtsov, bem como as suas famílias, por serem oposição a Putin. Estes crimes de guerra contra a Humanidade, são praticados “por temíveis batalhões de tropas especiais, algumas das quais pertencentes à elite das tropas russas, e exércitos privados de aluguer ou bárbaros vindos da guerra civil da Tchetchénia”, incluindo puros assassinos em série. Eles querem fazer crer ao mundo que são corajosos, mas na realidade, entre eles, estão dos seres humanos mais cobardes e desprezíveis de toda a História da Humanidade. Uma dessas situações foi o recente vídeo publicado nas redes sociais mundiais, no qual surge um “soldado russo” de chapéu preto e pulseiras, com luvas e instrumentos cirúrgicos, a castrar um Prisioneiro de Guerra-POW-Prisioner of War, com uniforme militar Ucraniano, o qual está deitado no chão com as mãos atadas pelas costas: https://www.amnesty.org.uk/press-releases/ukraine-russian-soldiers-castration-video-must-face-justice . Por respeito não vi o vídeo até ao fim e, não prejudicando a prova, deveria ser banido do acesso público. Mas a descrição fala que o MÁRTIR resistiu, levou uma pancada na cabeça ficando inconsciente e morreu da hemorragia da castração. Com presunção de inocência, um dos principais castradores está já identificado como sendo Aroshanov Vitaly Valeryevich-Арошанов Виталий Вальерьевич, uma vez que o mesmo chapéu e pulseiras surgem noutras fotos. Talvez tenha etnia Mongol que também habita a vasta Rússia e pertença ao exército mercenário da empresa privada “Wagner”, a qual é paga pelo regime putinista. Não se conseguiram ainda identificar todos os outros coautores que estavam em redor. Associado a estas imagens contra a mais funda Dignidade do Ser Humano, da Declaração Universal dos Direitos Humanos e das Convenções de Genebra, podem ler-se comentários miseráveis que ainda por cima gozam com a vítima. Enfim, nada de novo para quem leu a Bíblia, a Odisseia e Ilíada de Homero ou a Eneida de Virgílio. O que aqui há de novo é o uso pensado das redes sociais para provar a absoluta cobardia humana, espiritual e material, de um canalha a castrar aquele que no fundo é um seu COLEGA militar. Alguém que ainda por cima não se pode defender. Ambos cumprindo, ou consentindo, ordens, acções e omissões superiores. E, neste contexto, o chefe máximo é o responsável primeiro e último num aparelho organizado de poder. Mas também toda a cadeia intermédia e final de pessoas. Putin é o responsável pelas mais graves ofensas à nobre consciência da sua própria Mãe Rússia. Ficará na História como “Putin, o pequeno”. Como refere Virgílio na Eneida, quando o “vencedor” não tem misericórdia pelo “vencido”, esse é um sinal da sua própria e certa derrota. Que prevaleça o Espírito de Nelson Mandela.



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