Fotografia: Ministério das Infraestruturas/Twitter

Pedro Nuno Santos vê cimeira ibérica como “momento ideal” para anunciar alta velocidade para a Galiza

Ministro defende que “a vontade de ligar a Galiza ao resto de Portugal é fundamental para todos os lados” da fronteira.

Redação/Lusa
28 Jul 2022

A próxima cimeira ibérica vai realizar-se no Minho no último trimestre do ano. Para o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, “será o momento ideal” para anunciar projetos de alta velocidade ferroviária que ligarão Portugal à Galiza.

“Posso-vos garantir que nós estamos a trabalhar bem com o lado espanhol, tanto com o Governo espanhol como com o Governo da Galiza, e portanto as coisas estão a correr bem”, revelou Pedro Nuno Santos aos jornalistas esta manhã, em Viana do Castelo, em resposta a uma questão acerca das sucessivas apresentações da Infraestruturas de Portugal (IP) sobre o tema, mas sem uma concretização definitiva. O responsável assegura que “a vontade de ligar a Galiza ao resto de Portugal é fundamental para todos os lados” da fronteira e que a ligação “é do interesse tanto da Galiza como de Portugal”.

Nas declarações feitas após a viagem inaugural das primeiras carruagens Arco renovadas, compradas à espanhola Renfe em 2020 por 1,65 milhões de euros, num total de 51 unidades, o ministro garante ainda que Lisboa e Madrid “não vão” bloquear as ambições regionais. “Nós queremos. A Galiza quer”, frisou, antes de acrescentar que “Espanha obviamente quer ajudar a que a Galiza tenha aquilo que quer”.

Em relação à questão de a ligação entre Porto e Vigo ser feita por um comboio a gasóleo, apesar de a linha estar eletrificada dos dois lados da fronteira, Pedro Nuno Santos reconheceu que “há um trabalho a fazer com o Governo espanhol” sobre as diferenças de tensão elétrica entre os dois países. Já o presidente em exercício da CP, Pedro Moreira, adiantou que a empresa está “a trabalhar com a Renfe” para ultrapassar a questão “tão rapidamente quanto possível”. No entanto, afirmou que ainda não têm “valores” em vista para a solução, sublinhando que para já a discussão com congénere espanhola “está ao nível técnico”.

A fase 1 da ligação ferroviária de alta velocidade entre o Porto e Vigo poderá vir a custar mais 350 milhões de euros do que o previsto inicialmente, segundo um documento apresentado por um diretor da Infraestruturas de Portugal (IP) em março, no qual o orçamento passou a 1 250 milhões de euros, ao contrário dos 900 inicialmente previstos.





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