Fotografia: CM Guimarães

Contextile regressa a Guimarães com artistas estrangeiros e portugueses

Os destaques são uma mostra internacional com obras de 54 artistas e a exposição “10 artistas – O Têxtil na Arte Portuguesa”.

Redação/Lusa
21 Jul 2022

A Contextile regressa à cidade de Guimarães entre os dias 3 de setembro e 30 de outubro. O programa da sexta edição vai contar com uma mostra internacional com obras de 54 artistas de 33 países e com a exposição “10 artistas – O Têxtil na Arte Portuguesa”, de acordo com a informação divulgada esta quinta-feira.

“Dez anos depois, a bienal Contextile afirmou-se, objetivamente, como um dos mais importantes projetos de programação do território e o mais importante projeto resultante da Capital Europeia da Cultura [2012]”, afirma o vereador da Cultura de Guimarães, Paulo Lopes Silva, na sessão de apresentação do programa da Bienal de Arte Têxtil Contemporânea deste ano. O responsável acrescenta que o evento “continua a mostrar essa marca e que cruza duas dimensões que para o território são absolutamente fundamentais, e continua a fazê-lo de forma critica, criativa e interligada com a comunidade e com o território, que é este cruzamento entre a memória, o presente e o futuro do têxtil e a sua ligação com a interpretação artística”.

Da programação constam duas grandes exposições. Uma delas é uma exposição internacional conta com 58 obras de 54 artistas, de 33 países, selecionados por um júri internacional, e vai estar patente no Centro Cultural Vila Flor (CCVF). A mostra visa ser “um retrato da criação da arte têxtil contemporânea no panorama nacional e internacional, com trabalhos artísticos provenientes de artistas dos quatro cantos do mundo”, explicita o comunicado.

O outro destaque vai para a exposição “10 artistas – O Têxtil na Arte Portuguesa”, criada como forma de assinalar os dez anos de Contextile. O projeto vai estar no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e contempla obras de uma dezena de criadores nacionais: Ana Vieira, António Barros, Eduardo Nery, Gisella Santi, Joana Vasconcelos, João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira, José de Guimarães, Leonor Antunes, Lourdes Castro e Margarida Reis. “A exposição assenta na ideia de ‘tempo re-ação tempo’, que nos apresenta obras de artistas portugueses, com maior incidência a partir dos anos 60/70 (altura em que o maior interesse pela arte têxtil experimental surge em Portugal), e que incluíram nas suas práticas artísticas o têxtil, quer através da técnica, da matéria ou do pensamento-processo”, refere a organização.

A Contextile 2022 recebe ainda como convidado o artista plástico ganês Ibrahim Mahama, de 35 anos, que vai fazer duas instalações de “grande escala” em espaços públicos de Guimarães. Uma delas vai ser feita na muralha do Castelo de Guimarães e, a outra, no Instituto de Design de Guimarães (IDEGUI), antevendo um trabalho na linha do que o artista fez na bienal de Veneza, em 2015 e 2017, no Museu Tel Aviv, em 2016, no Documenta Kassel, em 2017, na Whitecube Gallery e na Royal Academy of Arts London, em 2021.

Já o país convidado da edição deste ano é a Noruega. O NTK – Norwegian Textile Artists Association vai assim promover uma exposição de arte têxtil norueguesa com obras de 12 artistas: Anne Knutsen & Karen Kviltu Lidal, Ase Ljones, Asne Kummeneje Mellem, Cato Loland, Ingunn Bakke, Karin Lindell, Lilian Saski, Linn Rebekka Amo, Malin Bulow, Sidsel Palmstron, Siri Berqvam, Tore Magne Gundersen.





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