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Arcebispo de Braga incentiva fiéis à «evangelização na sinodalidade»

D. José Cordeiro presidiu à celebração solene da proclamação do título de Basílica Menor à igreja matriz de Moncorvo.

Jorge Oliveira
18 Jul 2022

O Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, incentivou hoje os cristãos à «evangelização na sinodalidade», apontando como modelo a seguir o «grande evangelizador» São Bartolomeu dos Mártires, antigo Arcebispo de Braga.

D. José Cordeiro evocou São Bartolomeu dos Mártires quando presidia à solene promulgação do título de Basílica Menor à igreja matriz de Torre de Moncorvo e dedicação do altar, na Diocese de Bragança-Miranda.

«A partir do dom e da santidade de Bartolomeu dos Mártires, “um grande evangelizador e pastor do seu povo” como nos recorda o Papa Francisco, somos interpelados à evangelização na sinodalidade», disse o prelado.

No dia em que a Igreja Católica celebrou a festa litúrgica de São Bartolomeu dos Mártires, D. José Cordeiro recordou em Torre de Moncorvo, que esteve vinculada à Arquidiocese de Braga até 1881, um dos livros deste Bispo que participou no Concílio de Trento (séc. XVI), “Stimulus Pastorum”, uma obra de referência na Igreja que, frisou, «abre à coragem da Esperança e sublinha no coração do Bispo: a caridade, a sabedoria, a retidão e a justiça».

 Notando que a «caridade e o zelo do Bispo fazem dele um servidor da ternura e da misericórdia»,  D. José Cordeiro lembrou que o Arcebispo Bartolomeu dos Mártires «não só ajudava os pobres, mas amava aos pobres».

«Para ele, há uma regra decisiva: primeiro a prática e só depois a teoria»,  acrescentou.

Segundo D. José Cordeiro, foi «o ardor e a compaixão de Jesus» que «impeliram a São Bartolomeu dos Mártires na Visita pastoral».

À semelhança de Frei Bartolomeu dos Mártires, os cristãos devem deixar-se tocar pelo ardor e a compaixão de Jesus e dar a conhecer O seu amor aos outros. Porém, assinalou o prelado, é necessário primeiro conhecer o próximo, pois «a evangelização só é possível quando se conhece aquele(s) a que se dirige».

O Arcebispo de Braga  presidiu ontem à eucaristia solene da proclamação do título de Basílica Menor à igreja matriz de  Torre de Moncorvo na companhia de D. António Montes Moreira, Bispo emérito da Diocese de Bragança-Miranda, e vários sacerdotes.

A celebração incluiu a dedicação do novo altar e a benção do ambão e da cátedra. «Um motivo acrescido de enorme esperança para esta Basílica, um lugar privilegiado de encontro de fé, da escuta da Palavra, da celebração dos sacramentos e da oração para os fiéis e para quantos a visitam», enfatizou D. José Cordeiro.

Depois de explicar a etimologia da palavra altar, o prelado recordou que o altar cristão tem a sua origem na mesa da Última Ceia, sendo, por isso, um lugar sagrado onde «todos se podem aproximar para se  alimentarem da Eucaristia e encontrarem a salvação». 

O título de Basílica Menor foi concedido à Igreja Matriz de Torre de Moncorvo no início deste ano pelo Papa Francisco. O decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, assinado a 12 de janeiro de 2022, reconhece a importância do templo religioso na ação pastoral, litúrgica e espiritual e o seu valor patrimonial e arquitetónico.

Na celebração de hoje, o Arcebispo de Braga expressou «profunda gratidão» a todos quantos «colaboraram ativamente» no processo para a concessão do título de Basílica Menor «à bela igreja matriz da paróquia de Nossa da Assunção de Torre de Moncorvo, Unidade Pastoral de São José, Arciprestado de Moncorvo», destacando especialmente a Conferência Episcopal Portuguesa , a Diocese de Bragança-Miranda, a Direção Regional de Cultura do Norte e a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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