Fotografia: DM

Feira do Livro recebeu 80 mil visitantes e destacou-se pela diversidade de iniciativas

A 31.ª edição da Feira do Livro termina hoje em Braga

Carla Esteves
17 Jul 2022

Mais de 80 mil pessoas visitaram a 31.ª edição da Feira do Livro de Braga, que decorreu entre os dias 1 e 17 de  julho, fazendo parte de um “apanhado” de eventos culturais e lúdicos que, na primeira quinzena de julho, têm tornado Braga um local ainda mais apetecível para visitar e permanecer.

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, faz desta 31.ª edição «um balanço global muito positivo, quer na afluência, quer na qualidade da programação e na diversidade de iniciativas para diferentes públicos».

Procedendo à análise destes 17 dias de iniciativa, Ricardo Rio realçou  também o envolvimento de várias entidade e vincou que, embora ainda não possuam dados oficiais, a Feira do Livro de Braga terá igualmente contribuído para fortalecer a dimensão comercial, na cidade.

«Só as iniciativas de cariz cultural conseguiram a presença de 5 000 participantes, isto sem contar com programação própria da DST, Biblioteca Pública e GNRation», revelou o autarca bracarense, enfatizando ainda que as mais de 130 iniciativas de cariz cultural realizadas tiveram uma média de presenças próxima das 45 pessoas.

Hoje, último dia do certame, destaque para a presença da escritora Margarida Rebelo Pinto, numa “Conversa com Autora”, no Espaço Tertúlia,  e para o debate em torno da questão “A Cultura é tática ou estratégia? com Luís Fernandes e Budda Guedes, na “Mesa de debate” do Espaço Tertúlia.

De manhã, no mesmo espaço, houve ainda tempo para mais uma sessão infanto-juvenil, ao passo que à tarde foram apresentadas duas novas obras ao público.

Da parte dos livreiros, o balanço desta quinzena também era, hoje, positivo, mas alguns comerciantes consideraram que talvez «o excesso de eventos em paralelo tenha prejudicado, de algum modo a afluência, que poderia ser ainda mais significativa», referindo-se em particular à realização do Vinho Verde Fest, que decorreu na Avenida Central, de 8 a 10 de julho, e ao Mimarte, que decorreu entre os dias 1 e 9 de julho.

Ricardo Rio rejeita esta perspetiva e defende que é exatamente o contrário e que «um evento acaba por arrastar o outro, permitindo este paralelismo entre os eventos que o público pudesse passar de uns para os outros, contribuindo para um centro da cidade de Braga pleno de eventos culturais e lúdicos.

O presidente da Câmara de Braga também não defende a possibilidade do Mimarte passar, em edições futuras, a integrar a Feira do Livro de Braga, concentrando a animação naquela zona da cidade, uma hipótese, ontem, sugerida por outros livreiros.

«O Mimarte estava 200 metros ao lado da Feira do Livro- Acho que não faz sentido integrar uma coisa na outra a não ser que a afluência de expositores justificasse a ocupação de toda a Rua Eça de Queiroz», argumentou, realçando também as vantagens de respeitar a essência de cada um dos eventos».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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