Fotografia: DM

Guimarães quer afirmar-se como cidade de história e onde se projeta o futuro

Congresso Histórico realiza-se de 25 a 27 de outubro de 2023.

Jorge Oliveira
15 Jul 2022

O Congresso Internacional “As Cidades na História” está de regresso a Guimarães, de 25 a 27 de outubro de 2023, com o tema “Economia”.

Nesta terceira edição, que foi apresentada hoje em conferência de imprensa no edifício dos Paços do Concelho, o Município de Guimarães pretende manter a identidade do evento, lançado em 2012, no ano de Guimarães Capital Europeia da Cultura, abordando a «evolução das cidades em contextos históricos e geográficos distintos, desde a Cidade Antiga à Cidade do Presente a caminho do Futuro, com especial incidência nas cidades do mundo mediterrâneo».

Na apresentação, a vereadora da Educação destacou que este congresso de história, realizado de 5 em 5 anos, projeta Guimarães como uma cidade de história, uma cidade onde a «história e a história das cidades interessa», porque conhecer o passado é fundamental para percionar a cidade do presente e projetar a cidade do futuro.

Adelina Pinto realçou também a pertinência do tema, na medida em que a Economia está cada vez mais presente na vida das cidades. 

«Este tema é absolutamente crucial. As cidades estavam até há uns anos a esta parte completamente alheias até dos próprios poderes municipais e hoje há esta intensionalidade no desenvolvimento económico. É também muito importante percecionar esta economia de cidade ao longo dos tempos, desde a cidade antiga até à cidade do presente», disse.

O Congresso, que irá decorrer no Centro Cultural Vila Flor, está organizado em cinco períodos: Cidade Antiga (a cargo de Manuel Martins, professora da Universidade do Minho), Cidade Medieval (Maria Helena Coelho, da Universidade de Coimbra), Cidade Moderna (José Rodrigues, da Universidade de Lisboa), Cidade Contemporânea (Jorge Alves, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e Cidade do Presente (Maria Oliveira, da Universidade do Minho).

Irá dedicar também uma parte à História Local, para permitir a apresentação de trabalhos sobre esta área concreta por investigadores locais e também atrair mais público ao congresso, adiantou o presidente da Casa de Sarmento, Antero Ferreira.

Deixar conhecimento pelos melhores

O congresso pretende levar a Guimarães os «melhores investigadores» sobre estas temáticas e deixar conhecimento, acrescentou a vereadora Adelina Pinto, convicta de que os trabalhos a apresentar vão gerar «novas dúvidas, novas inquitações» e isso levará a mais investigações, enriquecendo o conhecimento na área da História.

As atas serão publicadas e ficarão também disponíveis online no site do Arquivo Municipal Alfredo Pimenta.

Na conferência de imprensa esteve também a presidente do Congresso, Maria Norberta Amorim, que destacou a qualidade dos investigadores que têm abordado a Cidade nos diferentes períodos e a sua capacidade estimular a participação sobretudo de académicos, não só da UMinho, como de outras universidades, portugueses e estrangeiras, desde o Brasil a Espanha.

«Temos todas as condições, com o apoio da Câmara de Guimarães, para que isso continue. A Cidade tem várias facetas e poderemos encontrar sempre alguma de interesse no momento para que este congresso se vá repetindo no tempo», acrescentou.

Este terceiro congresso, segundo o calendário estipulado pelos organizadores, deveria realizar-se em outubro deste ano. Foi adiado um ano devido à pandemia que criou alguma limitações na organização. 

Esperados mais de 200 participantes 

A organização prevê um número de participantes semelhante ao do segundo congresso, que aconteceu em 2017 no Centro Cultural Vila Flor e recebeu mais de 200 pessoas e cerca de 150 comunicações.

Têm participado sobretudo investigadores portugueses, espanhóis, franceses, brasileiros, mas também do Norte de África, da Itália, da Suécia. No último esteve até um investigador vindo da china.

Organizado pelo Município de Guimarães, o congresso tem a coordenação científica do professor Jorge Alves, da Faculdade de Letras da Universidade do porto, e do professor Vicente Perez Moredo, da Universidade Complutense de Madrid, ambos especialistas na área da Economia.

Conta ainda com o apoio de equipas de especialistas do Arquivo Municipal Alfredo Pimenta e da Casa de Sarmento. 

[Notícia na edição impressa do Diário do Minho]





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