Fotografia: Avelino Lima

Arquidiocese de Braga une-se na imposição do Pálio a D. José Cordeiro

D. José Cordeiro, neste momento histórico, incentivou à evangelização, tomando como exemplo o Bom Samaritano.

Jorge Oliveira
10 Jul 2022

A Sé Primacial de Braga esteve hoje repleta para a cerimónia de imposição do Pálio a D. José Cordeiro pelo Núncio Apostólico em Portugal, numa demonstração de unidade e proximidade eclesial e social.

Um momento histórico, já que esta foi a primeira vez que um Arcebispo recebeu na Catedral de Braga esta vestimenta litúrgica de honra e jurisdição da Igreja Católica, na sequência das alterações introduzidas, em 2015, pelo Papa Francisco.

Além do representante do Papa, estiveram nesta celebração especial o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e o secretário da mesma, Bispos da Província Eclesiática de Braga, o administrador Diocesano de Bragança-Miranda, dezenas de presbíteros e diáconos, consagrados, entre muitos outros representantes e membros de organismos da Igreja, bem como autoridades autárquicas, civis, académicas, militares e forças de segurança.

Em representação do Estado português estiveram os deputados Joaquim Barreto (PS), Firmino Marques e Gabriela Fonseca (PSD). As câmaras municipais de Amares, Braga, Cabeceiras de Basto, Esposende, Vila do Conde e Terras de Bouro fizeram-se representar pelos próprios presidentes. Destaque ainda para as presenças dos eurodeputados minhotos José Manuel Fernandes e Isabel Estrada Carvalhais.

O Pálio – uma faixa de lã branca, que é envergada pelos arcebispos metropolitas nas suas dioceses e nas dioceses da sua província eclesiástica e que «objetiva o juramento de lealdade que os arcebispos fazem ao Papa e a seus sucessores» – foi imposto  nos ombros de D. José Cordeiro depois do Arcebispo de Braga, de joelhos e diante do representante do Papa, ter emitido a profissão de fé e feito o juramento de fidelidade.

Na homilia, D. José Cordeiro, já com a vestimenta litúrgica colocada, incentivou à evangelização tomando como referência a «desafiadora» parábola do Bom Samaritano, para uma Igreja sinodal e samaritana.

«Na evangelização, não basta saber e dizer, mas é necessário fazer a misericórdia como o Bom Pastor, o Bom Samaritano», que olhou, cuidou e acompanhou o ferido, com «proximidade» e «gestos de amor», disse o prelado, notando que «a proximidade e a evangelização caminham juntas».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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