Fotografia: CM Terras de Bouro

Presidente da Câmara de Terras de Bouro quer proibir banhos na cascata do Tahiti no Gerês

Autarca fala de “irresponsabilidade” e de “um problema de segurança”.

Redação/Lusa
5 Jul 2022

O presidente da Câmara de Terras de Bouro, Manuel Tibo, assumiu que quer proibir os banhos na cascata do Tahiti, no Gerês. Em causa estão acidentes, alguns fatais, que o autarca considera fruto de “irresponsabilidade” e de “um problema de segurança”.

“Quero que a cascata do Tahiti tenha, de facto, um local de visitação, que seja um miradouro de excelência arquitetónica, incluído na paisagem, mas, não consigo, enquanto responsável máximo da proteção civil em Terras de Bouro, conceber que as pessoas que vão utilizando a cascata do Tahiti, acabem por ter acidentes, alguns deles, infelizmente, mortais”, explica Manuel Tibo aos jornalistas. O edil defende que continue a haver “visitação e usufruto” da cascata, mas sublinha ser “contra banhos”, devido ao “problema de segurança” no local e à “irresponsabilidade total” de muitos visitantes.

O autarca assegura que não pode “enterrar a cabeça na areia” em relação a este problema e que já está a ser pensado um projeto para o resolver. “Ontem [segunda-feira] estivemos até com o senhor secretário de Estado nesse sentido, de podermos, através da melhoria das condições de visitação, de candidatarmos a um miradouro da cascata do Tahiti, fazermos uma vedação”, revela.

A cascata do Tahiti é um dos locais mais emblemáticos do Parque Nacional da Peneda Gerês e, segundo o presidente do município de Terras de Bouro, é visitado anualmente por “milhares” de turistas. Por essa mesma razão, Manuel Tibo acredita que tem o dever de “proteger vidas”, em vez de “fazer de conta que nada existe”. O autarca explica, no entanto, que a decisão final sobre a proibição de ir a banhos na cascata tem de ser “concertada” com os particulares, donos dos terrenos envolventes, com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Quanto à questão de essa decisão ser tomada ainda este verão ou no próximo, o autarca não tem certezas. “Não posso dar essa garantia, até para este ano [sobre quando a proibição a banhos será adotada]. Esperamos que não aconteça, mas imaginemos que acontece uma morte. Alguém pode acabar por falecer em 2022 na visitação daquela cascata. Estou em crer que as outras entidades certamente vão arrepiar caminho e vão querer encontrar solução rapidamente”, acrescenta.





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