Fotografia: Nuno Cerqueira

Monkeypox. Portugal ultrapassa os 400 casos confirmados

Há agora 402 casos confirmados no país.

Redação/Lusa
30 Jun 2022

Os casos de Monkeypox em Portugal ultrapassaram os 400, com a confirmação de mais 11 infeções nas últimas 24 horas, anunciou a Direção-Geral da Saúde (DGS). O país conta agora com um total de 402 casos infeção humana, confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Todas as infeções confirmadas são, segundo a DGS, em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos, que se mantêm em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis. A maioria dos casos foi notificada na região de Lisboa e Vale do Tejo, “mas já existem casos nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e na Região Autónoma da Madeira”.

A autoridade de saúde refere que os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos, com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas. As lesões cutâneas geralmente começam entre um a três dias após o início da febre e podem ser planas ou ligeiramente elevadas, com líquido claro ou amarelado, e acabam por ulcerar e formar crostas que mais tarde secam e caem. O número de lesões numa pessoa pode variar, havendo tendência a aparecer na cara, mas podendo alastrar-se para o resto do corpo e mesmo atingir as palmas das mãos e plantas dos pés. Também podem ser encontradas na boca, órgãos genitais e olhos.

Estes sintomas geralmente duram entre duas a quatro semanas e desaparecem por si só, sem tratamento. Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas, alerta a DGS.

A autoridade de saúde aconselha a quem tenha sintomas que possam ser causados por vírus Monkeypox para procurar os cuidados de saúde. “Além disso, caso tenha tido contacto próximo com alguém com a infeção ou suspeita de infeção, informe os profissionais de saúde”, refere num documento sobre a doença publicado no site.





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