Fotografia: MDOC

Festival MDOC exibe 12 filmes portugueses em Melgaço

Certame vai decorrer entre os dias 1 e 7 de agosto.

Redação/Lusa
30 Jun 2022

O MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço vai decorrer entre os dias 1 e 7 de agosto na localidade minhota. A programação conta com 12 filmes portugueses em competição, entre os quais “Alcindo”, “Paraíso” e “Viagem ao Sol”, revelou esta quarta-feira a organização do evento.

O festival MDOC tem como missão divulgar o cinema etnográfico e social. Para isso, na edição de 2022, apresenta uma programação composta por “alguns dos títulos que marcaram o último ano”, entre eles 12 longas-metragens portuguesas já exibidas em vários festivais portugueses e estrangeiros.

Em destaque no leque de projetos que vão ser exibidos em Melgaço em agosto estão “Alcindo”, de Miguel Dores, a partir da história do homicídio de Alcindo Monteiro, “Paraíso”, de Sérgio Tréfaut, filmado no Brasil, e “Viagem ao Sol”, construído apenas com imagens de arquivo, com testemunhos de crianças austríacas, enviadas para Portugal no pós-Segunda Guerra Mundial. A estes títulos juntam-se ainda “Dispersos pelo Centro” e “Quis saber quem sou”, de António Aleixo, “Nous Sommes Venus”, de José Vieira, “Os Fotocines”, de Sabrina Marques, “Transit”, de Hugo dos Santos, “Águas do Pastaza”, de Inês T. Alves, “Via Norte”, de Paulo Carneiro, “No Táxi do Jack”, de Susana Nobre, e “Paz”, de José Oliveira e Marta Ramos.

Uma das grandes novidades da edição deste ano é a secção “X-RayDoc”, dedicada à análise “de um filme marcante na história do documentário”, com coordenação de Jorge Campos. A secção vai abordar o filme brasileiro “Cabra Marcado para Morrer” (1984), de Eduardo Coutinho.

Já no âmbito das residências de criação realizadas em 2021, o MDOC vai exibir quatro documentários que, segundo a organização, “traçam novos olhares para as histórias da região” de Melgaço. São eles “A Inverneira de Pontes”, de Luís Miguel Pereira, “Alua Pólen – Para Ela, D’Ele”, de Beatriz Walviesse Dias, “Até Ao Amanhecer”, de J. L. Peixoto, Henrique Queirós e Sebastião Guimarães, e “Cristóval – Pontebarxas”, de Alexandra Guimarães e Gonçalo Almeida.

Os filmes em competição concorrem atualmente a três prémios: o Prémio Jean-Loup Passek de Melhor filme, de Melhor Cartaz de Cinema e o Prémio D. Quixote, atribuído pela Federação Internacional de Cineclubes. O júri deste ano vai contar com a professora de cinema Aida Vallejo, com a diretora do Instituto de Cinema e Artes Teatrais da Universidade da Silésia, na Polónia, Anna Huth, com o crítico de cinema Carlos Natálio, com o realizador mexicano Juan Pablo Gonzalez e com a codiretora da Documentary Association of Europe, Marion Schmidt.

O MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço está marcado para os dias 1 a 7 de agosto. O certame é organizado pela associação Ao Norte, em colaboração com a Câmara Municipal de Melgaço.





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