Fotografia: DR

Monkeypox. OMS preocupada com transmissão do vírus a grupos de risco

Já se registaram casos de crianças infetadas, mas sem gravidade.

Redação/Lusa
29 Jun 2022

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou-se preocupado com a transmissão do vírus Monkeypox a crianças e grávidas. De acordo com o responsável, o vírus foi identificado em mais de 50 países, uma “tendência que é provável que continue”, e registaram-se já casos de crianças infetadas, mas sem gravidade.

“Estou preocupado com a transmissão porque sugere que o vírus está a estabelecer-se e pode deslocar-se para grupos de alto risco, incluindo crianças, pessoas imunodeprimidas e grávidas”, salienta Tedros Adhanom Ghebreyesus. O diretor-geral da OMS adiantou ainda que, a pedido dos peritos do Comité de Emergência, e “com base na evolução da situação”, pretende convocar novamente esse órgão, depois de no primeiro encontro realizado em 23 de junho os especialistas terem considerado que a Monkeypox não representava uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, o nível mais alto de alerta.

Ao Comité de Emergência cabe recomendar se um surto constitui uma Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional (PHEIC), bem como propor medidas temporárias para prevenir e reduzir a propagação de uma doença e gerir a resposta global à saúde pública, se assim for necessário.

Desde o dia 1 de janeiro e até 22 de junho, foram reportados à OMS 3 413 casos confirmados em laboratório de Monkeypox e uma morte em 50 países e territórios de várias regiões do mundo. Em Portugal, foram confirmados mais 18 casos de infeção humana pelo vírus Monkeypox nas últimas 24 horas, elevando o total para 391. A maioria das infeções até agora notificadas foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, apesar de existirem já casos nas restantes regiões do continente e na Região Autónoma da Madeira, e são em homens entre os 19 e os 61 anos, a maioria com menos de 40 anos. Todos os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico e estão estáveis.





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