Espaço do Diário do Minho

Uma guerra de “lobos contra cordeiros”?

28 Jun 2022
Eduardo Tomás Alves

  1. Ou antes, uma guerra de lobos contra “lobos com pele de cordeiro”?) Que nesta guerra russo-ucraniana, afinal ambas as partes são “lobos”, mostra-o bem o facto de, também a Ucrânia (que está obviamente a perder, ao fim de 4 meses de destruição e de mortes) nem assim ela pedir tréguas para chegar a um entendimento com o inimigo russo. Tréguas que poderiam pôr fim definitivo ao conflito, como é da praxe em (quase) todas as guerras. Estando a Crimeia (território não-ucraniano) já “perdida” desde 2014, penso que bastaria à Ucrânia (neste momento) aceitar ceder à Federação Russa as províncias russófonas de Lugansk e de Donetsk; e ceder as partes da costa do Mar Negro e de Azov que a subvertida Rússia de Yeltsin aceitou “oferecer” , em 1991. Isto é, a Ucrânia aceitaria a fronteira russa em Kherson (já perdida) e Nikolaev (ambas perto da foz do grande rio Dniepr); e conservaria uma, ainda assim, ampla saída para o Mar Negro, mantendo o precioso porto de Odessa. Evitando assim ser um país sem saída para o mar; e conservando ca. de 150 kms. de costa, entre a foz do Danúbio (na Roménia) e, p. ex., a foz do rio Bug do Sul (ou Yuzhni Bug). Isto é o que parece equilibrado… para o momento.

  2. Comentadores isentos e racismo anti-russo). No mar alteroso do quase-unanimismo, primário e inculto, fomentado pelos media do “mundo ocidental”, destacam-se em sentido contrário, comentadores televisivos com opiniões isentas, técnicas (e baseadas na História…). Entre outros, os credenciados militares Agostinho Costa, Garcia Proença, Mendes Dias, Carlos Branco, ou Pinto Ramalho. Ou civis, como Tiago Ferreira Lopes ou Vasconcelos Romão. Que contrariam um apriorismo de raiz racista contra o povo russo (e por arrasto, contra todos os povos eslavos, dado que a Rússia é o maior deles). Racismo esse (no sentido mais odioso e discriminatório do termo) que parece ter as suas raízes nas inúmeras perseguições (provavelmente não merecidas) que a minoria judaica, existente no Império Russo desde a incorporação da Ucrânia (finais do séc. XVII), sofreu. Inclusive pelo ditador russo de etnia georgiana, o poderosíssimo comunista Stalin. O qual, sucessor de Lenin, foi eliminando a maior parte das chefias judaicas (que eram 90% no início do partido bolchevique); incluindo o rival Trotski.

  3. A “Guerra dos 3 judeus e dos 2 Vladimiros”). Já assim a denominei em trabalho anterior, no DM. Esta guerra entre irmãos, tão assanhada, só tem explicação se for fomentada de fora. Parece uma guerra “por procuração” (uma “proxi-war”, como se diz no “novo latim”). Entre a Rússia e a América. Como é sabido, os EUA continuam a ser (no mínimo), largamente “influenciados” pela sua imensa e milionária comunidade israelita, dona de “tudo quanto mexe e tem importância”. E quem manda na NATO são os EUA. A Ucrânia (que tem um presidente judeu, Zelenski) queria entrar para a CE (e para a NATO!). Imagine-se o efeito causado, poucos metros ao lado, na Rússia. A qual, para mais, sempre considerou que a Ucrânia (que nunca existiu como Estado…) é uma das muitas partes da Rússia. Se Zelenski é então, o 1º desses 3 judeus, o 2º é o perigoso e nada tímido (e muito hipócrita) Boris Johnson, “inglês”. E o 3º é Antony Blinken, o actual 1º ministro (lá, diz-se “secretary of State”) dos EUA. O qual, “acessorado” pelas inefáveis drª. Kamala e Nancy Pellosi, são quem diz ao vaidoso e sonolento ancião J. R. Biden, o que ele tem que fazer. Os Vladimiros, já se sabe, esses são Putin e Zelenski.

  4. Von der Leyhen, a aristocrata que não gosta de “oligarcas”). De “oligarcas” russos, pois se forem ucranianos, já gostará. Esta senhora, sempre tão vaidosa, excessiva e teatral, parece saída do quarto escuro de certo filme de Hitchcock. Aliás, o ar perturbado e nervoso com que aparecem Stoltenberg, Borrel ou Pellosi indicam que eles estariam mais vocacionados para filmes daqueles que para os importantes cargos que ocupam. E da untuosidade de Charles Michel, nem quero falar. Agora, como actor, Boris Johnson é bem mais dotado que o desenxabido e transparente Zelenski; o qual deve suspeitar que o “V” e o “Z” dos tanques russos se lhe referem… Por isso aparece na “internet” todos os santos dias. Marcelo Caetano tinha mais respeito, era só de mês a mês, nas suas “Conversas em família”…

  5. Da “Alemanhinha” de Scholz a Macron, o” polícia bom”). Tal como a França e Grã-Bretanha, a Alemanha de hoje é um país mestiço (só em 2015, acolheu quase 2 milhões de islâmicos). Qual imprevisível novo “mr. Magoo”, Scholz de repente resolve rearmar-se, como se esta sua , fosse a antiga Alemanha (a de 14 ou a de 39…). E esquece que a traição dos nazistas à trégua feita com Stalin (1941) causou à URSS 22 milhões de mortos… Devia ter um pouco de pudor. Já Macron (outro actor sem talento), ao dialogar com Putin distancia-se das provocações grosseiras dos seus aliados ocidentais. Valha-lhe isso…

  6. Não nos sentimos representados pelos nossos líderes). Que elegemos. E que, em vez de serem neutrais numa guerra alheia, obedecem à belicosa clique “judaico-democrática” que substituiu o pacífico Trump. E que, só para contrariar a Rússia, foi bem capaz de nos meter a todos (com os boicotes e sanções a Moscovo) na absurda crise económica em que já estamos. E de (se nós deixássemos), de nos arrastar, imagine-se, para uma guerra Mundial, quiçá atómica. Falta de vergonha…



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