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Português de 39 anos detido em operação conjunta da PJ e Guardia Civil

Empresário é acusado de pertencer a uma organização criminosa dedicada ao contrabando em concurso com o tráfico de drogas.

Redação/Lusa
23 Jun 2022

A Polícia Judiciária (PJ) e a Guardia Civil desmantelaram uma organização criminosa dedicada à construção de “lanchas rápidas”, alegadamente utilizadas para transporte de “grandes quantidades” de droga que era introduzida na Europa através de Portugal e Espanha. Em Portugal, foi detido empresário português, de 39 anos, a quem “as autoridades espanholas imputam a pertença da organização criminosa dedicada ao contrabando em concurso com o tráfico de drogas”.

A operação foi desenvolvida em cooperação com a Guardia Civil em diferentes regiões de Portugal e Espanha. Segundo o comunicado da PJ, foram feitas buscas a oito empresas e armazéns no Alto Minho, na margem sul do Tejo em Lisboa e no Algarve, “a que se somaram dezenas de ações similares em diferentes regiões de Espanha”.

Em Portugal, “foi cumprido um mandado de detenção europeu”, tendo sido detido um empresário português, de 39 anos, a quem “as autoridades espanholas imputam a pertença da organização criminosa dedicada ao contrabando em concurso com o tráfico de drogas”. O arguido já foi presente ao Tribunal da Relação de Guimarães, ficando sujeito “à medida de coação de obrigação na permanência na habitação com pulseira eletrónica”. Em Espanha, foram detidos 72 suspeitos de integrarem esta organização.

Do lado português, as buscas levaram ainda à apreensão de 21 lanchas “em diferentes estados de produção, estando uma já totalmente equipada e dotada com quatro motores de 300 HP (‘horse power’)”, um motor de 225 HP, dez cascos para lanchas, seis moldes, dinheiro e diversa documentação relacionada com a atividade criminosa em investigação. No total, as autoridades dos dois países apreenderam 40 embarcações, “uma dezena das quais apetrechadas e disponíveis a serem de imediato utilizadas pela organização”.

A operação, iniciada na manhã de quarta-feira, contou com a participação de “dezenas de agentes” distribuídos por operações em Ourense, Portugal, Catalunha, Andaluzia e Toledo. A cooperação entre as entidades policiais teve como alvo “um grupo criminoso constituído em Espanha que, considerando a proibição de produção de ‘lanchas voadoras’ decretada em 2018 em Espanha, se socorreu de empresas portuguesas, a quem faziam encomendas das embarcações”. Segundo o comunicado, as embarcações eram depois preparadas e colocadas em água, “em diferentes pontos da costa portuguesa e espanhola, já carregadas com grandes quantidades de combustível em bidões, destinadas à recolha e transporte de estupefaciente”.





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