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CIM do Alto Minho reúne-se para analisar impacto da seca no território

Presidente está “preocupado” com o abastecimento de água às populações de algumas zonas do distrito durante os meses de verão.

Redação/Lusa
23 Jun 2022

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho vai reunir-se no dia 4 de julho para analisar o impacto da seca severa em que se encontra o território e que medidas tomar para mitigar a situação. A notícia foi avançada à Lusa esta quinta-feira.

A propósito dos últimos dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que colocam o distrito de Viana do Castelo em nível de seca severa, o presidente da CIM do Alto Minho, Manoel Batista, revelou à Lusa estar “preocupado” com o abastecimento de água às populações de algumas zonas do distrito durante os meses de verão. “Num ano em que a chuva foi diminuta poderemos ter alguma dificuldade, pontual, no abastecimento de água. Nesse sentido, apelo às pessoas para fazerem uma gestão muito equilibrada do consumo de água”, alerta.

O também presidente da Câmara de Melgaço adianta que esta questão vai ser abordada na reunião do Conselho Intermunicipal marcada para o dia 4 de julho, às 18h00, na sede da CIM, em Ponte de Lima. “Iremos abordar a questão para perceber a leitura de todos os presidentes de câmara e, se necessário, tomar medidas ao nível da sensibilização para um consumo de água”, refere. Manoel Batista revela ainda que, “por enquanto”, e de acordo com as informações que tem recebido, as empresas dedicadas à produção de vinho e agropecuária “não vivem uma situação difícil por falta de água”, mas sim pelo aumento do preço de rações e dos combustíveis”.

Em relação ao setor do turismo, o presidente da CIM do Alto Minho adianta que, este ano, “a procura tem sido muito boa, e com perspetivas de vir a crescer muito, para alavancar as economias locais”. “Temos de fazer tudo para que estes setores se mantenham pujantes. Mesmo com esta seca severa temos condições para que isso aconteça”, garante.

Dados do IPMA indicam que este ano é o mais seco de que há registo (desde 1931). Só o ano de 2005 se aproximou da situação atual, pelo que a seca meteorológica e agrometeorológica “obrigam a tomar medidas”.





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