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Portugal ultrapassa os cinco milhões de casos de infeção

A média de contágios diários está agora nos 14 714.

Redação/Lusa
22 Jun 2022

Portugal ultrapassou os cinco milhões de casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 desde o início da pandemia de Covid-19, segundo avança o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). O relatório semanal do INSA acerca da evolução da pandemia estima “que até 17 de junho de 2022 tenham ocorrido 5 064 674 casos”.

Desde que foram confirmados os primeiros diagnósticos de Covid-19, a 2 de março de 2020, foram precisos cerca de 17 meses para o país ultrapassar a marca de um milhão de casos positivos, que aconteceu em 14 de agosto de 2021. O ritmo acelerou desde então e, cerca de dez meses depois, Portugal passa os cinco milhões de casos notificados à autoridade de saúde.

A principal causa do aumento de casos de infeção confirmados, de acordo com o relatório, está ligada com o surgimento de novas variantes e sublinhagens do coronavírus, consideradas pelos especialistas como mais transmissíveis. É o caso da sublinhagem BA.5 da variante Ómicron, que foi detetada no final de março e se tornou rapidamente dominante em Portugal, sendo responsável por 88% das infeções registadas no país, de acordo com os últimos dados do INSA.

O relatório do instituto indica ainda que o número médio de casos diários a cinco dias a nível nacional baixou dos 17 204 para os 14 714. No continente europeu, a média é ligeiramente mais baixa, com 13 669.

Quanto ao índice de transmissibilidade (Rt) do SARS-CoV-2, o INSA adianta que o valor médio para o período entre 13 e 17 de junho é de 0,88 a nível nacional e de 0,87 no continente, sendo de 0,93 na última sexta-feira. Os Açores destaca-se como a única região do país em que este indicador, que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus, é superior ao limiar de 1, o que “indica uma tendência crescente” do número de infeções no arquipélago.

O relatório confirma também que todas as regiões de Portugal apresentam a taxa de incidência superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias. A taxa mais elevada é registada nos Açores (3 153,6), à qual se seguem a Madeira (3 074,6) e Lisboa e Vale do Tejo (2 673,2).





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