Fotografia: Unsplash

Distritos do Norte atingem níveis de seca severa e extrema

A situação mais problemática regista-se na zona do interior Norte e Centro.

Redação/Lusa
21 Jun 2022

Os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto atingiram níveis de seca severa e Vila Real e Bragança de seca extrema, revelou esta terça-feira uma fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Segundo a mesma, “as notícias não são animadoras” para a região Norte.

Apesar da “melhoria” registada no mês de março, devido à precipitação ocorrida, o mês “extremamente seco” de maio “voltou a agravar” a situação na região Norte. As temperaturas, a maior evaporação e a pouca precipitação “não ajudaram”, revela à Lusa Vanda Pires, do Departamento de Clima e Alterações Climáticas do (IPMA).

No final de maio, “praticamente toda a região” registava um nível de seca severa. A 15 de junho, o IPMA voltou a calcular o nível de gravidade, de acordo com a escala utilizada, que categoriza a seca como fraca, moderada, severa ou extrema. A conclusão da nova avaliação é de que “temos os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto em seca severa e os distritos de Vila Real e Bragança em seca extrema”, destacando-se um “agravamento bastante significativo”.

Vanda Pires esclarece que, na zona interior Norte e Centro, a percentagem de água no solo é “muito baixa” nesta altura, apresentando um “défice” ao registar valores inferiores a 10%, quase “nulos”. Mesmo com as previsões de alguma precipitação no litoral Norte e Centro, a responsável adianta ainda que “as notícias não são animadoras”. “Não são valores extremamente elevados, são valores ainda assim inferiores ao que é normal para este mês de junho”, observa, acrescentando que na zona interior não se prevê valores elevados de precipitação.

O défice de água no solo e as previsões a indicarem “temperaturas mais altas do que o normal” para os meses de julho e agosto a Norte, com a baixa ocorrência de chuva a antever o que se espera ser um verão “dentro da normalidade”, geram um maior risco de incêndios florestais.”Esperemos é que em setembro e outubro, no início do novo ano agrícola, realmente voltem as chuvas e que a situação melhore, caso contrário teremos uma situação muito complicada”, refere Vanda Pires.

Dados do IPMA indicam que este ano é o mais seco de que há registo (desde 1931) e que só o ano de 2005 se aproximou da situação atual, pelo que a seca meteorológica e agrometeorológica “obrigam a tomar medidas”. O Governo anunciou esta terça-feira que vai lançar, a partir de julho, campanhas de promoção do uso eficiente da água, dirigidas a todos os tipos de consumidores, com reuniões mensais de acompanhamento da situação até ao final de setembro.





Notícias relacionadas


Scroll Up