Fotografia: DM

Baco é o primeiro a “habitar” a Adega Cultural de Vila Verde

Escultura de Pedro Figueiredo, hoje inaugurada, é uma homenagem ao mundo rural.

Jorge Oliveira
17 Jun 2022

Ainda não está totalmente concluída, mas já tem um primeiro “inquilino” e de renome: uma escultura representando Baco, o deus do vinho, ocupa lugar de destaque na Adega Cultural de Vila Verde, e ali fica em permanência, à aguardar novos vizinhos.

A obra hoje inaugurada naquela que vai ser a Adega Cultural, do autoria do escultor Pedro Figueiredo, foi concebida ao abrigo do programa de Intervenções Artísticas e Comunidade, “No Minho não há Aldeia melhor do que a minha”, financiado pelo EEC Provere Minho Inovação e promovido pelo consórcio MINHO IN que integra os 24 municípios do Minho.

Na ocasião da inauguração, a presidente da Câmara de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, expressou a sua satisfação pelo resultado desta instalação artística, “Néctar dos Deuses”, afirmando que não poderia ficar em melhor lugar – o edifício onde antes era a Adega de Vila Verde e que futuramente, além de funcionar como espaço cultural polivalente, acolherá também o Museu do Vinho e da Vinha.

«Esta escultura tem tudo a ver, não fosse o deus Baco o deus do vinho», notou a autarca, felicitando o escultor pela apreciável obra que concebeu propositadamente para aquele espaço.

A escultura, fixada numa parede de granito da “adega”, é constituída por três peças: a figura de baco (em poliester pintada a patine bronze) com uma tijela em faiança, na mão direita, e um cesto em vime cheio de uvas, na mão esquerda.

Pedro Figueiredo explicou que pensou a obra para aquele espaço dentro da sua linguagem artística, e procurou relaciona-la com Vila Verde e com os eventos que irão acontecer na Adega Cultural. «É uma peça tridimensional, mas como que estivesse a sair da parede. Não foi fácil de a colocar, porque tem algum peso», disse o artista

Na descrição, explica-se que a obra assume «formas do passado, mas também a visão da escultura contemporânea».

A curadora do projeto, Helena Pereira, elogiou mais esta criação de Pedro Figueiredo, escultor segundo a qual «nunca desilude e surpreende sempre».

«Este baco vai inspirar a que este museu se transforme de facto num espaço de passado e de futuro e que elogia as gentes do vinho e as gentes da vinha e terá certamente aqui uma dinâmica muito particular», disse, considerando que a obra é «inspiradora» e surpreende pelo «detalhe técnico» e por remeter para um baco do Barroco.

Helena Pereira elogiou também o município de Vila Verde pelo trabalho que desenvolve e pela forma como o faz. «É operacional, tem ideias e cumpre», disse.

A obra de transformação do edifíco da antiga adega em espaço cultural multiusos está em fase de conclusão, prevendo-se a sua abertura em finais de outubro, por ocasião da comemoração do  Dia do Concelho.

A Adega Cultural será um espaço para eventos e onde ficará instalado o Museu do Vinho e da Vinha que neste momento está em fase de elaboração para uma futura candidatura, aproveitando aquilo que era o pré-existente da adega cooperativa como as cubas, a história, disse Júlia Fernandes.

A autarca acredita que este futuro espaço museológico, que aliará o tradicional com as novas tecnologias digitais, será mais um «grande cartaz» de visita do concelho.

[Notícia na edição impressa do Diário do Minho]





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