Fotografia: CM Ponte de Lima

CIM Alto Minho quer reforçar acesso de pessoas com deficiências à arte e cultura

Diagnóstico em curso abrange 50 equipamentos culturais, 10 festivais e eventos dos vários municípios.

Redação/Lusa
15 Jun 2022

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho está a avaliar as condições de acesso a equipamentos culturais, festivais de música e eventos artísticos para reforçar a participação de pessoas com deficiência a essas iniciativas. O diagnóstico em curso abrange 50 equipamentos culturais, 10 festivais e eventos realizados nos vários municípios, segundo avançado em comunicado.

O diagnóstico está integrado no projeto “Inclusão pela Arte e Cultura no Alto Minho – Cultura para Todos”, que tem como objetivo a “estruturação e dinamização de uma rede intermunicipal para a promoção e inclusão pela arte e cultura de pessoas com diversidade funcional”, explica a nota. No final da avaliação, vai ser apresentado “um relatório com propostas de melhoria das acessibilidades deste público-alvo” aos eventos realizados na região, bem como ““um plano de ação para a implementação das melhorias e a divulgação dos equipamento diagnosticados na plataforma Tour4all, uma plataforma de recursos turísticos acessíveis para todos”.

Para além do diagnóstico, o projeto está a promover também ‘workshops’ e ações de sensibilização sobre conceitos de cultura acessível, a apresentação de exemplos de boas práticas em instituições públicas e privadas nacionais, o contacto com uma experiência internacional com projetos inovadores de integração social pela cultura e visitas de ‘benchmarking’. As sessões já se realizaram em Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira, Caminha, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca e vão ainda decorrer em Melgaço, no dia 27, em Monção, no dia 28, em Valença a 30 de junho e em Paredes de Coura, no dia 1 de julho.

Outra das ações do “Cultura para Todos” é a promoção de práticas literárias inclusivas, que privilegiam conteúdos em multiformato, como audiodescrições do programa, traduções em braille e em língua gestual, de forma a proporcionar a participação e a integração de diferentes públicos. Já se realizaram encontros, com o tema “As palavras que nos unem”, nas bibliotecas municipais de Valença, Arcos de Valdevez, Caminha, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira, em colaboração com a Rede Intermunicipal das Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho (RIBAM). Em outubro, uma segunda etapa destas práticas literárias inclusivas vai passar por Melgaço, Ponte da Barca, Viana do Castelo, Monção e Paredes de Coura.

Está ainda prevista a edição de publicações em braille, a adaptação das plataformas digitais da CIM do Alto Minho aos requisitos de usabilidade e acessibilidade ‘web’ e a conceção de um manual de boas práticas em matéria de implementação de melhorias e monitorização da qualidade do acolhimento inclusivo em espaços culturais da região. As associações de apoio social públicas e privadas do território deverão também ser envolvidas na dinamização de iniciativas de fotografia, vídeo, pintura, literatura e música, com o objetivo de promover a inclusão através da arte.

Para o presidente da CIM do Alto Minho, Manoel Batista, este é um “projeto inovador, que pretende promover estratégias de intervenção social através de práticas culturais e artísticas junto de grupos com particulares dificuldades de inclusão social e, simultaneamente, capacitar e sensibilizar os agentes do território para o conceito e relevância da cultura acessível”.





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