Fotografia: Fundação Bienal de Arte de Cerveira

Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira recebe “viagem” de Ana Mesquita, João Gil e Mia Couto

22.ª edição da bienal tem como tema “We must take action!/Devemos agir!”.

Redação/Lusa
14 Jun 2022

A instalação artística “Viagem pelo Esquecimento” é um dos destaques da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, que decorre entre 16 de julho e 31 de dezembro. Na obra, os artistas Ana Mesquita, João Gil e Mia Couto vão levar o público a viajar pela história através da videoarte, da música e da poesia.

“Viagem Pelo Esquecimento” junta “três diferentes formas de arte – videoarte de Ana Mesquita, o músico e compositor João Gil e a poesia do escritor moçambicano Mia Couto – e percorre os passos daquela que foi a pegada humana”, adianta um comunicado da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) enviado às redações. O projeto é um filme tríptico, divido em 12 temas, que “convida o público a viajar pelas mais delicadas facetas da história, num constante apelo à memória do que fomos enquanto Humanidade, em relação às mulheres, aos escravos, aos antepassados, aos migrantes, ao planeta, às cidades, à vida e ao amor”.

O projeto “conta com banda sonora de João Gil e arranjos de Luís Figueiredo, 12 poemas inéditos de Mia Couto”. Os poemas vão ser recitados pelos músicos Maria Bethânia, Manuela Azevedo, Carlão e João Gil, os atores Diogo Infante e Natália Luiza e pelo radialista Fernando Alves, a quem se juntam Ana Mesquita e João Gil.

A obra tem uma duração de cerca de 70 minutos e “é projetada em três ecrãs que competem entre si pela atenção do público, numa relação intensificada por múltiplos estímulos, obrigando-o a decidir-se, instantaneamente, por que caminho seguir”. “Viagem pelo Esquecimento” reflete, segundo Ana Mesquita, “a ambiguidade das escolhas, e das emoções que elas criam que o espectador se deixa capturar por todo o movimento em redor”.

Além deste projeto, a Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, que decorre de 16 de julho a 31 de dezembro deste ano, reúne mais 96 obras de 77 artistas, naturais de 18 países, tais como Portugal, Brasil, Espanha, Itália, Alemanha e França. As obras foram selecionadas pelo júri do concurso internacional entre “um número recorde de 1.164 obras” que se apresentaram a concurso, “num total de 741 candidaturas de artistas, oriundos de 50 países”, explica a diretora artística da bienal, Helena Mendes Pereira.

A comemorar 44 anos, a 22.ª edição da bienal de arte tem como tema “We must take action!/Devemos agir!” e propõe-se a “refletir sobre questões globais fraturantes, como a sustentabilidade, as alterações climáticas, a equidade entre géneros e etnias ou a urgência da paz”.

O evento vai manter o formato híbrido, conjugando exposições e eventos de fruição presencial com atividades no meio digital, tais como entrevistas com artistas, visitas guiadas, ‘performances’ e intervenções artísticas. A XXII Bienal Internacional de Arte de Cerveira vai ainda homenagear Helena Almeida, que participou na quarta edição da bienal, em 1984, na qual foi premiada pela obra “Saída Negra”, e faleceu em 2018.





Notícias relacionadas


Scroll Up