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Parlamento Europeu aprova fim de motor de combustão após 2035 e Zero pede apoio de Portugal

A posição dos Estados membros da UE vai ser debatida no Conselho de Ministros do Ambiente, no dia 29, no Luxemburgo.

Redação/Lusa
9 Jun 2022

O Parlamento Europeu aprovou esta quinta-feira uma proposta da Comissão que proíbe a venda de novos veículos com motor de combustão a partir de 2035, na prática só permitindo a venda de veículos novos elétricos. Em Portugal, a associação ambientalista Zero pede o apoio do Governo português ao fim da venda.

Os eurodeputados reunidos em Estrasburgo validaram por 339 votos a favor, 249 contra e 24 abstenções o texto sobre a regulamentação das emissões de dióxido de carbono (CO2) dos automóveis e carrinhas, que estabelece 2035 como prazo limite para que todos os veículos ligeiros de passageiros e de mercadorias a serem vendidos tenham de ter emissões (de gases com efeito de estufa) zero.

O texto agora adotado inclui os objetivos intermédios propostos pela Comissão Europeia de uma redução de 15% nas emissões de automóveis até 2025 e uma redução de 55% até 2030. A iniciativa tem ainda de ser negociada com os Estados membros, que vão debater a sua posição sobre a descarbonização do setor automóvel no Conselho de Ministros do Ambiente no dia 29 no Luxemburgo.

Em comunicado, a Zero pede que, nessa data, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, “apoie a confirmação da data final das vendas de novos motores de combustão”. “O prazo significa que os últimos carros movidos a combustível fóssil serão vendidos até 2035, dando assim uma possibilidade de um forte contributo para evitarmos alterações climáticas descontroladas. A eliminação progressiva dos motores de combustão também é uma oportunidade histórica para ajudar a acabar com nossa dependência do petróleo. Dá também a certeza de que a indústria automóvel precisa de aumentar a produção de veículos elétricos, o que reduzirá os preços dos veículos”, lê-se.

Em Portugal, o transporte rodoviário é a maior fonte de emissões de gases com efeito de estufa, correspondendo à quase totalidade do setor dos transportes, que em 2020 representou cerca de 25% do total, afirma a Zero. A organização alerta ainda que o setor de transportes consome 65% do petróleo na Europa, sendo ele quase todo importado.





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