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Preços dos combustíveis só vão baixar “quando guerra parar”, diz António Costa

O chefe do Governo recorda as medidas tomadas para tentar mitigar o impacto desta subida dos preços, mas admite que “mitigar não significa eliminar”.

Redação/Lusa
8 Jun 2022

O primeiro-ministro, António Costa, adiantou esta terça-feira que o preço dos combustíveis só vai baixar quando a guerra na Ucrânia terminar. O representante garante também que atualmente já não há entraves políticos às interconexões energéticas entre a Península Ibérica e o resto da Europa.

“É preciso ser claro para todos, os preços só vão baixar quando a guerra parar e quando for restabelecida a normalidade no fornecimento de combustível. Enquanto a guerra continuar, enquanto continuar a haver este aumento do preço no mercado internacional, é evidente que [o preço] sobe também em Portugal”, sublinha o primeiro-ministro. António Costa recorda ainda as medidas tomadas a nível local pelo Governo para tentar mitigar o impacto para o consumidor, para as famílias e para as empresas, mas admite: “mitigar não significa eliminar”.

Durante a visita a Paris para inaugurar três exposições sobre arte portuguesa em museus franceses, o chefe do Governo relembrou que Portugal e Espanha têm vindo a propor há vários anos interconexões que liguem a Península Ibérica ao resto da União Europeia, a nível do gás e das energias renováveis, e que podem atenuar a dependência europeia da energia vinda da Rússia. Estas interconexões, garante,  já não têm qualquer “obstáculo político”. “O que foi aprovado no Conselho é que é preciso ter em conta a posição dos reguladores e a atual situação geopolítica para viabilizar as interconexões. Há muito trabalho técnico a fazer, acho que os obstáculos políticos estão ultrapassados”, afirma.

Também Marcelo Rebelo de Sousa, em visita a Barcelos, disse aos jornalistas que “não vale a pena esconder aos portugueses que isso [prolongamento da guerra] tem um custo, como tem para todo o mundo, e que vai ter de se ir mitigando os custos na vida das famílias e na vida das empresas”. Para o Presidente da República, o importante é “fazer tudo o que se possa para que o desejo da guerra ser mais curta do que longa se concretizar”, já que “quanto mais demorar, mais custos há”.





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