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Mais de dois terços das empresas preveem aumentar preços de venda este ano

Cerca de metade dessas empresas espera aumentos iguais ou superiores a 5%.

Redação/Lusa
8 Jun 2022

Os custos acrescidos com matérias-primas, bens intermédios e energia levam mais de dois terços das empresas (67%) a prever um aumento dos preços de venda este ano. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou esta quarta-feira, 48% dessas instituições antecipa subidas de, pelo menos, 5%.

A edição de maio do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas do INE revela que “67% das empresas preveem aumentar os preços de venda em 2022, face a 2021, 32% esperam uma manutenção e apenas 2% mencionam uma redução dos preços”. Perto de metade (48%) das empresas preveem aumentos dos preços de venda iguais ou superiores a 5%. No entanto, a proporção de empresas que esperam aumentar os preços em 10% ou mais é superior à das que esperam aumentos iguais ou inferiores a 4% (26% e 18% das empresas, respetivamente).

O INE destaca ainda os setores da ‘Indústria e energia’ (78%), ‘alojamento e restauração’ (75%), ‘transportes e armazenagem’0 (73%) e ‘comércio’ (70%) na percentagem de empresas que esperam um aumento dos preços de venda em 2022. Já nos setores de ‘informação e comunicação’ e ‘outros serviços’, mais de metade das empresas preveem manter os preços em 2022 (57% e 52%, respetivamente).

Das empresas que esperam subir os preços em 2022, 60% assinalam o aumento dos custos com matérias-primas/bens intermédios (não energéticos) como o principal motivo, por serem “fatores muito relevantes com potencial impacto negativo na sua atividade”. A esta razão seguem-se o aumento dos custos de transportes (53% das empresas das empresas), o aumento dos custos energéticos (49%) e problemas no fornecimento de matérias-primas/bens intermédios (43%).

Para mitigar o efeito da escassez das matérias-primas e bens intermédios e outras disrupções na cadeia de fornecimentos, a principal medida referida pelas empresas é a alteração/diversificação de fornecedores (49%), à qual se segue a manutenção de níveis de ‘stock’ mais elevados (26%). Em relação aos efeitos do aumento dos custos energéticos ou interrupções no fornecimento destes produtos, as entidades defendem a renegociação de contratos de fornecimento (43%) e a substituição por fontes de energia mais baratas/renováveis (30%).

Desde o início de 2022, mais de 80% das empresas reportam um aumento dos gastos com combustíveis líquidos e eletricidade, com os gastos médios a crescerem 25% na eletricidade, 29% nos combustíveis líquidos e 30% no gás, face ao mesmo período de 2021.





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