Fotografia: Avelino Lima

Braga vai retomar iniciativas de combate à violência em contexto escolar

Avançou o presidente da autarquia, esta manhã, durante a conferência “Mais Escola, Melhor Família”, que contou com a presença do Presidente da República.

Rita Cunha
8 Jun 2022

O município de Braga prepara-se para retomar, no próximo ano letivo, as diversas iniciativas de combate à violência em contexto escolar que foram suspensas devido à pandemia de covid-19. A informação foi avançada esta manhã pelo edil, durante a conferência “Mais Escola, Melhor Família”, que se realizou no Espaço Vita na presença do Presidente da República e de dezenas de alunos de escolas do concelho.

Na sua intervenção, Ricardo Rio reagiu aos números avançados minutos antes pelo professor universitário e psicólogo Paulo Sargento, que deu nota que, em Braga, no ano passado, foram denunciados 221 casos de violência em escolas, ocupando a quarta posição a nível nacional. «O problema da violência escolar é real e tem tendência a aumentar no pós-pandemia», alertou.

Numa intervenção logo a seguir, Ricardo Rio considerou que o número é «muito elevado» e «poderá não ser a expressão completa da realidade».«Temos 221 casos a mais de violência nas escolas do que deveríamos ter», disse.

Nesse sentido, o presidente da Câmara de Braga informou que os pelouros da Educação e Juventude município irão retomar as iniciativas realizadas até 2019. «A nossa intenção é no próximo ano letivo voltar a ter iniciativas de prevenção e de informação geral acerca da temática, bem como de recomendação de vigilância que todos devemos exercer e, depois, do ponto de vista do acompanhamento dos infratores e das vítimas, e ao mesmo tempo desenvolver ações que tenham em conta estas transfigurações» disse, lembrando que «a pandemia trouxe tensões que se agravam», havendo mesmo uma «inquietude permanente que se agravou e que é propícia a estas situações».

A temática foi igualmente abordada por Marcelo Rebelo de Sousa que fez uma retrospetiva do que era a convivência numa escola no seu tempo de criança e o agora. «Naquela altura uma boa parete da violência era fora da escola, era nas ruas, no trabalho, nas famílias, porque não se passavam tantos anos a estudar (…): Hoje a violência sofisticou-se e chega-nos através da guerra todos os dias e a guerra estimula a violência porque há uma tendência para a imitação», disse.





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