Fotografia: CM Arcos de Valdevez

Vestígios da Guerra da Restauração vão ser ativo turístico em Arcos de Valdevez

O espaço vai receber intervenções de recuperação, para sinalização e interpretação, num investimento de quatro mil euros.

Redação/Lusa
7 Jun 2022

Vestígios de vivência militar encontrados nas imediações dos fortes de Bragandelo e da Pereira, em Arcos de Valdevez, vão ser recuperados e transformados em ativos turísticos. O objetivo é valorizar o “complexo de defesa da raia seca” durante a Guerra da Restauração, segundo um comunicado divulgado esta terça-feira pela Câmara Municipal.

Trabalhos arqueológicos realizados em 2018, no âmbito de um protocolo realizado entre o Município de Viana do Castelo e a Universidade do Minho, permitiram detetar “nas proximidades dos dois fortins pontos de presença dos soldados, como locais para observação e controlo das tropas espanholas, bem como utensílios e peças artilharia, cuja existência era completamente desconhecida”, revela o presidente da autarquia, João Manuel Esteves. A continuidade da parceria para a valorização dos dois fortes do século XVII vai dar origem a “mais um ativo turístico do concelho”, com a valorização dos vestígios descobertos, para “completar o complexo de defesa da raia seca durante a Guerra da Restauração”.

Desde o início da colaboração entre a autarquia e a academia minhota, foram investidos cerca de 50 milhões de euros nos fortes de Bragandelo e da Pereira, de modo a colocar “sinalética interpretativa e de orientação, criando um circuito de visitação às marcas da Guerra da Restauração” deixadas no território. “Não é investimento avultado, mas tem muito impacto porque permitiu criar um novo ponto de interesse turístico, mais um local de visitação, além do interesse que suscitou na comunidade científica”, acredita José Manuel Esteves.

Para ao presidente da Câmara Municipal, os fortes do Extremo são “marcas de grande relevância histórica” no âmbito desta guerra peninsular, já que apresentam a “importância da participação do povo de Arcos de Valdevez na independência de Portugal”. “Costumamos dizer com muita força que foi em Arcos de Valdevez que Portugal se fez e que, no Extremo, foi de vez. A partir daí nunca mais os espanhóis invadiram Portugal. A recuperação deste espaço reforça a identidade das gentes de Arcos de Valdevez enquanto comunidade e enquanto local de relevância histórica na Guerra da Restauração”, frisa.

Os fortes já constam dos roteiros turísticos promovidos pelo município, que tenciona continuar a valorização o espaço com mais intervenções de recuperação, para sinalização e interpretação, num investimento de quatro mil euros. “Esse interesse vem ao encontro de um dos nossos pilares de promoção turística que é o património cultural”, conclui o edil.





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