Fotografia: CM Guimarães

Guimarães prepara candidatura a Capital Verde Europeia 2025

O processo vai envolver uma intervenção das ecovias do Ave, Selho e Vizela.

Redação
7 Jun 2022

O Município de Guimarães vai apresentar uma nova candidatura a Capital Verde Europeia. O anúncio foi realizado esta manhã, na primeira reunião descentralizada temática do Executivo Municipal, que se realizou no Laboratório da Paisagem, com foco em temas relacionados com a Sustentabilidade Ambiental.

Após uma apresentação do trabalho efetuado pelo Laboratório da Paisagem, Isabel Loureiro, coordenadora da Estrutura de Missão Guimarães 2030, falou do processo que conduzirá a cidade a uma nova candidatura a Capital Verde Europeia 2025. A responsável pela estrutura responsável por esta próxima candidatura explicou o modelo organizacional a ser implementado para alcançar os objetivos, nomeadamente o Conselho de Redação e Comité de Acompanhamento Interno (liderado pelo Professor Mohan Munasinghe), responsáveis pela elaboração do documento de candidatura que terá que ser submetido entre março e abril de 2023.

Isabel Loureiro mencionou ainda os 12 indicadores que vão servir de base ao trabalho de análise do júri. Vão ser avaliados o Passado, Presente e Futuro, através da avaliação de todo o caminho percorrido até ao presente, bem como as perspetivas futuras de desenvolvimento na área da sustentabilidade ambiental.

“Nós estamos mais bem preparados do que em 2017, mas não sabemos quais serão as cidades candidatas. Sabemos, contudo, que aprendemos com os erros e temos a consciência de que o processo que adotámos será muito importante neste caminho em direção a uma candidatura bem-sucedida”, afirmou Adelina Pinto, presidente da Associação Laboratório da Paisagem, acerca das alterações substantivas da orgânica da candidatura.

O presidente da Câmara, Domingos Bragança, acredita que “o caminho é que é importante, uma vez que promove as alterações necessárias para a defesa do ambiente e da biodiversidade”. O autarca valorizou ainda o trabalho da Estrutura de Missão e a escolha que “não caiu do céu”. “Gostei muito do conceito definido pela Estrutura de Missão que é o conceito biocultural. Trata-se de um corredor que começa na Penha e vai até à Veiga de Creixomil, e depois aos nossos rios, Ave, Selho e Vizela, e também aos Sacromontes”, referiu.

Esta intervenção das ecovias do Ave, Selho e Vizela vai precisar de fundos comunitários, mas já tem a parte do conhecimento que advém da investigação feita nos centros de saber. Domingos Bragança frisou ainda que este caminho de cidadania e de “ecocidadão”, já está “apropriado pelos Vimaranenses”.





Notícias relacionadas


Scroll Up